Sindicato dos pilotos da Portugália saúda escolha da Lufthansa e quer reunir com Governo

O sindicato que representa a maioria dos pilotos da Portugália, afirma encarar com "enorme confiança e otimismo" a seleção do grupo alemão para adquirir 44,9% do capital da TAP, reafirmando “a sua total disponibilidade para um diálogo próximo e transparente com a tutela e com o novo acionista”.

Sindicato dos pilotos da Portugália saúda escolha da Lufthansa e quer reunir com Governo
Avião Portugália

O Sindicato Independente de Pilotos de Linhas Aéreas (SIPLA) saudou esta sexta-feira, 16, a escolha da Lufthansa para a privatização parcial da TAP e anunciou que vai solicitar reuniões ao Governo e à gestão da companhia aérea portuguesa.

Em comunicado, o sindicato representante da maioria dos pilotos da Portugália, afirma encarar com “enorme confiança e otimismo” a seleção do grupo alemão para adquirir 44,9% do capital da TAP, reafirmando “a sua total disponibilidade para um diálogo próximo e transparente com a tutela e com o novo acionista”.

O SIPLA considera que a entrada da Lufthansa poderá impulsionar o crescimento do grupo de aviação e do ‘hub’ de Lisboa, bem como reforçar o peso operacional que a Portugália já assegura no grupo TAP.

“Olhamos para esta nova etapa com enorme confiança e otimismo. Temos a plena convicção de que alcançaremos excelentes entendimentos com o futuro acionista”, afirma a direção do sindicato, citada no comunicado.

A estrutura sindical manifesta ainda a “sua total disponibilidade para um diálogo próximo e transparente com a Tutela [Ministério das Infraestruturas] e com o novo acionista”, convicto de “que este novo ciclo trará investimento contínuo na expansão e modernização da frota, na salvaguarda dos direitos dos seus pilotos e num futuro de forte crescimento e êxito para a Portugália”.

Nesse sentido, o SIPLA adianta que irá solicitar reuniões institucionais à tutela e aos órgãos de gestão do grupo TAP, com o objetivo de conhecer em detalhe as perspetivas de futuro e o plano de desenvolvimento acordado.

Relativamente ao período de transição, previsto entre 2026 e 2028, o SIPLA assegura que “manter-se-á disponível para acompanhar o processo com serenidade, assegurando o bom funcionamento das operações e o respeito pelos enquadramentos legais e regulamentares”.

A estrutura sindical garante ainda que acompanhará a informação relativa à participação dos trabalhadores no capital da TAP, procurando assegurar transparência na comunicação com os seus associados.

O Governo anunciou na quarta-feira a escolha da Lufthansa para a privatização parcial da TAP, com uma proposta de 1.201 milhões de euros para até 49,9% do capital, incluindo a parcela de 5% reservada aos trabalhadores e os ajustamentos financeiros previstos.

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