Com o aumento dos responsáveis do Banco Central Europeu (BCE), que defendem que está na altura de manter a estabilidade nos juros e começar a pensar quando estes devem baixar, levantam-se outras vozes que acabam por acentuar a rigidez da política monetária aplicada da zona euro.
Inflação cai e crescimento estagna em Portugal e na zona euro
Uma dessas vozes é a de Isabel Schnabel, membro do Comité Executivo daquele organismo. A responsável alertou para dados pouco animadores referentes às economias da zona euro, de forma a relembrar que o ‘custo do dinheiro’ pode voltar a subir.
“Depois de um longo período de alta inflação, as expetativas para o Índice de Preços no Consumidor (IPC) são frágeis e novos choques do lado da oferta podem desestabilizá-las, ameaçando a estabilidade dos preços a médio prazo”, explicou Schnabel, esta quinta-feira.
Nesse sentido, reitera que o último esforço para fazer baixar a taxa de inflação até aos 2% será “o mais difícil”. Em causa está o elevado grau de incerteza ligado às economias da zona euro, que deverá prolongar-se no tempo como resultado do cenário maroeconómico. Ainda assim, “o objetivo já está ao alcance”, de acordo com a própria.
De recordar que a taxa de inflação subiu 2,9% em outubro, segundo a estimativa rápida do Eurostat. Em causa está uma forte desaceleração, na ordem de 1,4 pontos percentuais (p.p.), face ao mês anterior.