PS prepara propostas para responder à crise da habitação

O secretário-geral socialista considerou que “o Governo introduziu um acelerador do custo com o arrendamento”, ao apontar para 2.300 euros o valor de uma renda moderada, reiterando que “não é o país real onde nós vivemos”.

PS prepara propostas para responder à crise da habitação
O secretário-geral do Partido Socialista (PS), José Luís Carneiro, à chegada para o arraial popular na rentrée política do PS, em Olhão, 16 de agosto de 2026. LUÍS FORRA/LUSA

O Partido Socialista vai começar a ouvir diversos setores ligados à habitação com vista a apresentar um conjunto de propostas nesta área, anunciou este domingo, 20 de setembro, em o secretário-geral em Torres Vedras.

“Faremos da habitação no próximo mês o tema central do nosso diálogo com as instituições. Começaremos mesmo amanhã [segunda-feira] a começar a ouvir todos os setores, da arquitetura, da engenharia, da construção civil, do cooperativismo, do associativismo intermunicipal para responder com uma proposta sólida para responder às necessidades do país, que ainda carece de mais 380 mil habitações”, afirmou José Luís Carneiro, durante o seu discurso na ‘rentrée’ do PS de Torres Vedras.

O secretário-geral socialista considerou que “o Governo introduziu um acelerador do custo com o arrendamento”, ao apontar para 2300 euros o valor de uma renda moderada, reiterando que “não é o país real onde nós vivemos”.

“São rendas incomportáveis para a média dos rendimentos das famílias”, sublinhou.

Segundo a edição de hoje do jornal Público, depois da aprovação de incentivos fiscais para proprietários que pratiquem “rendas moderadas”, a oferta total de casas disponíveis aumentou 13%, enquanto o de casas com rendas entre os 2.000 e os 2-300 euros subiu 34% nos últimos oito meses.

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