Presidente moçambicano quer reforço da cooperação económica e comercial com Ruanda

Segundo o chefe de Estado moçambicano, já foram identificadas as áreas prioritárias para o reforço das relações entre os dois países africanos que incluem segurança, agricultura, comércio, indústria e investimentos.

Presidente moçambicano quer reforço da cooperação económica e comercial com Ruanda
Daniel Chapo

O Presidente de Moçambique, Daniel Chapo, manifestou hoje interesse em estreitar as relações de cooperação com o Ruanda nas áreas de economia e comércio, afirmando a necessidade de operacionalizar os instrumentos já assinados entre dois países.

“O Presidente, [Paul] Kagame e eu tivemos encontros (…) onde avaliamos o atual estágio de cooperação bilateral e concluímos que as nossas relações atravessam um bom momento. Entretanto, notamos que há necessidade de operacionalizar os instrumentos já assinados entre os nossos dois países, bem como reforçar as relações bilaterais na vertente económica e comercial”, disse Daniel Chapo, que chegou hoje ao Ruanda para uma visita de dois dias, a convite do homólogo, Paul Kagame.

Segundo o chefe de Estado moçambicano, já foram identificadas as áreas prioritárias para o reforço das relações entre os dois países africanos que incluem segurança, agricultura, comércio, indústria e investimentos.

Por outro lado, Kagame reiterou que Moçambique e o Ruanda têm muito em comum “e para oferecer um para o outro”.

“Estamos felizes que vão visitar algumas das nossas indústrias-chaves e conhecer membros do nosso setor privado. Essa é uma boa oportunidade para centralizar a nossa rede de negócios para o benefício das nossas nações”, afirmou.

O Presidente garantiu ainda estar confiante que Moçambique e Ruanda estão no caminho certo, cultivando “a já excelente” parceria.

Atualmente, os dois países cooperam, principalmente, na área militar com uma força de mais de dois mil militares ruandeses no combate desde 2021 aos grupos extremistas que operam na província de Cabo Delgado, no norte de Moçambique, protegendo nomeadamente a área em que a francesa TotalEnergies tem nesse empreendimento para explorar GNL, após acordo entre os dois governos, segundo dados oficiais.

Esta força começou a ser reforçada em abril de 2024, na sequência da saída progressiva da missão militar dos países da África austral.

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