PME Bonds aliam inovação e flexibilidade a rigor na análise de risco

Há décadas que os gestores das pequenas e médias empresas tentam encontrar alternativas ao crédito bancário. Pelas mais diversas razões, tem sido difícil. As PME Bonds podem ser o instrumento que faltava.

PME Bonds aliam inovação e flexibilidade a rigor na análise de risco
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Gonçalo Regalado, CEO do Banco Português de Fomento considerou, na sua intervenção no lançamento das PME Bonds, que o banco observa o novo produto como fundamental para as pequenas e médias empresas encontrarem formas de financiamento alternativas ao crédito bancário. Mas não só: o facto de ser um instrumento pensado desde a génese para aquele tipo de empresas confere-lhe um grau de sofisticação necessário e suficiente, mas oferece também, em paralelo, garantias de conformidade com as práticas mais rigorosas em termos de análise de risco.

Alberto Amaral, CEO da Raize, disse, na segunda de duas mesas-redondas que serviram para apresentar as PME Bonds, que a insistência com que as PME escolhem o crédito bancário quando vão à procura de financiamento é cultural”. Acontece isso com mais de 80% das empresas – mas não tem necessariamente que ser assim; nos Estados Unidos, recordou, esta métrica não vai além dos 50%. Portanto, o mercado está “acima de tudo à espera de inovação”, que lhes permita aceder a capital de forma diversas e concorrencial. Mas o produto também responde aos “Investidores que querem colocar o seu capital na economia real”.

Neste contexto, “o produto faz sentido, é uma verdadeira alternativa” e aumenta, entre os empresários, a “a capacidade de poderem tomar decisões sem estarem dependentes de soluções tradicionais”

Presente no debate, Rui Veloso, responsável do Turismo de Portugal, igualmente ‘implicado’ no novo produto, considerou que os PME Bonds cumprem “uma estratégia de diversificação e de disponibilização ao setor diversos meios de financiamento”.

Trabalhando “numa lógica de parceria” com o IAPMEI e a CMVM, o Turismo de Portugal há muito que pretendia encontrar uma forma de trazer empresas do setor para o mercado. A primeira vez que isso foi ponderado foi em 2018 pensaram. “Porque não obrigações?” era a pergunta a que a lógica respondia positivamente. Era preciso fazer algo ambicioso, “mas com pragmatismo”, que respondesse a uma falha de mercado (a falta de alternativa) claramente identificada pelo Turismo de Portugal. Mercado, com certeza não faltará: as empresas que estão acomodadas sob o chapéu do programa 360.

De facto, o Programa Empresas Turismo 360º é uma iniciativa governamental de base pública, desenvolvida pelo Turismo de Portugal em parceria com várias entidades — incluindo o BPF — que visa acelerar a transição do setor do turismo para a sustentabilidade e práticas ESG (Ambiental, Social e de Governação). Ora, na visão de Rui Veloso, o programa pode constituir um verdadeiro alfobre para o crescimento do interesse das PME Bonds.

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