Noruega dá 5,6 milhões para apoiar atividades no parque moçambicano da Gorongosa

Acordo de três anos assinado com a Noruega visa continuar o apoio do país à restauração do parque, apoiando na permanência das raparigas da região na escola, além da ajuda aos agricultores e jovens locais.

Noruega dá 5,6 milhões para apoiar atividades no parque moçambicano da Gorongosa
Mocambique

O Governo da Noruega vai disponibilizar 427 milhões de meticais (5,6 milhões de euros) para atividades do Parque Nacional de Gorongosa (PNG), na província de Sofala, centro de Moçambique, anunciou a área protegida.

De acordo com uma nota do PNG, o acordo de três anos assinado com a Noruega visa continuar o apoio do país à restauração do parque, apoiando na permanência das raparigas da região na escola, além da ajuda aos agricultores e jovens locais.

“Estamos gratos à Noruega – e a todos os nossos doadores e parceiros – cuja generosidade protege a Gorongosa e capacita as suas comunidades nos próximos anos”, refere o parque no documento.

Por sua vez, a embaixada da Noruega em Maputo avançou num comunicado que a Gorongosa, antes “devastada pela guerra”, é atualmente um exemplo de como a conservação e as comunidades podem andar de mãos dadas.

“Este acordo vai apoiar raparigas a permanecer na escola, agricultores a aumentarem os seus rendimentos através da produção de café, caju e mel, e jovens a encontrarem novas oportunidades na conservação e no ecoturismo”, explicou.

O embaixador norueguês, Egil Thorsas, citado no documento, garantiu que a assinatura do acordo é um símbolo do compromisso partilhado com um futuro mais brilhante para a Gorongosa e para o seu povo.

A Gorongosa foi o primeiro parque nacional de Portugal em 1960, na época colonial, mas foi dilacerado entre 1977 e 1992 pela guerra civil que se seguiu à independência de Moçambique.

Em 2008, a fundação do filantropo norte-americano Greg Carr assinou com o Governo moçambicano um acordo de gestão do parque por 20 anos – prolongando-o por outros 25 em 2018 – que tem levado à renovação da Gorongosa em várias frentes, com projetos sociais aliados à conservação e com o número de animais a crescer de 10 mil para mais de 102 mil.

O parque conta com 1.700 trabalhadores, incluindo sazonais e uma força de fiscais da natureza que atua em todo o território, onde se produz já café e mel da Gorongosa, a pensar na exportação e que representa um rendimento para milhares de famílias.

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