Os médicos dos hospitais e centros hospitalares estão a pedir escusa às horas extraordinárias além das 150 anuais que são obrigados a cumprir por lei.
De acordo com o “Público”, o movimento Médicos em Luta indica que a adesão a esta greve tem estado a crescer e que 21 centros hospitalares e hospitais do país têm grupos de médicos que já enviaram às respetivas administrações as escusas ao trabalho suplementar.
O movimento destaca que muitas das especialidades a aderir à greve são as “basilares dos serviços de urgência”: especialistas de cirurgia geral, de medicina interna, de pediatria, de ginecologia e obstetrícia, e internos destas mesmas especialidades.
As administrações dos hospitais e centros hospitalares estão agora preocupados com a época que se avizinha e a pressão que será vivida nos serviços de urgência. A Unidade Local de Saúde da Guarda pode vir a encerrar durante a noite e fins de semana por “indisponibilidade” dos médicos, levando a que os utentes tenham de percorrer dezenas de quilómetros para serem vistos.