Marcelo diz que é tempo de atualizar o SNS e oportunidade “não pode ser desperdiçada”

Discursando na cerimónia de Juramento de Hipócrates da região Sul, em Lisboa, Marcelo Rebelo de Sousa defendeu que o Serviço Nacional de Saúde "é um bem inestimável", pelo que se espera que "seja possível atualizar o SNS, porque ele tem uma longa história e rica história mas o mundo mudou, a Europa mudou e Portugal mudou".

Marcelo diz que é tempo de atualizar o SNS e oportunidade “não pode ser desperdiçada”
Rodrigo Antunes/Lusa

O Presidente da República defendeu hoje que existe uma “oportunidade única” para atualizar o Serviço Nacional de Saúde (SNS) que “não pode ser desperdiçada”, considerando que é necessário “ajustá-lo à nova realidade”.

Discursando na cerimónia de Juramento de Hipócrates da região Sul, em Lisboa, Marcelo Rebelo de Sousa defendeu que o Serviço Nacional de Saúde “é um bem inestimável”, pelo que se espera que “seja possível atualizar o SNS, porque ele tem uma longa história e rica história mas o mundo mudou, a Europa mudou e Portugal mudou”.

“E é preciso ajustá-lo à nova realidade e há aqui uma oportunidade única, única, que não foi possível durante a pandemia, que antes da pandemia foi sendo parcialmente encarada, que é olhar para esse SNS e perceber que este é o tempo de proceder a esse ajustamento em recursos humanos, financeiros, logísticos e técnicos, em organização, em gestão, em ensaio do novo modelo de gestão em que quem define política, define política, quem tem que gerir de acordo com competências, olhando para o terreno, deve agir com espaço de manobra, separando uma coisa de outra”, salientou.

Considerando que a “oportunidade está criada”, o chefe de Estado afirmou que espera que “não seja desperdiçada”.

“Foi tão difícil chegar ao ponto de, superada a pandemia, em conversão em endemia, haver o mínimo de condições para fazer essa separação e proporcionar meios e recursos para aquilo que deve ser uma nova fase de gestão do SNS, que não pode ser desperdiçada” pelos “milhares e milhares e milhares que são profissionais de saúde e estão em atividade”.

“É o que devemos desejar todos nós, independentemente de sermos de um setor, de um quadrante, de uma orientação, estarmos no poder ou fora do poder, que é a coisa mais transitória do mundo. Não é transitório é verdadeiramente encontrar uma fórmula que olhe para essas prioridades, a vida e a saúde, e recrie as condições que foram criadas noutros tempos e foram sendo reformuladas durante décadas, mas que hoje enfrentam desafios como nunca houve cá dentro e lá fora, noutras sociedades, e são desafios cruciais”, apontou.

Relacionado

Marcelo avisa que não se pode continuar “a correr atrás do prejuízo” na inteligência artificial

Marcelo avisa que não se pode continuar “a correr atrás do prejuízo” na inteligência artificial

Em declarações aos jornalistas no final da apresentação da Carta Encíclica “Magnífica Humanitas”, do Papa Leão XIV, na Feira do Livro, em Lisboa, Marcelo Rebelo de Sousa considerou que este documento tem o “grande mérito de chamar a atenção para um tema que, de uma maneira geral, não se tem acautelado” porque “se acha que se tem todo o tempo do mundo” quando, na sua opinião, “não se tem”.