Mais de 60% das empresas não controlam solvência dos seus clientes

Além disso, 95% não dispõem de qualquer manual interno que defina a política de riscos comerciais e, em 27% dos casos, não existe um departamento responsável pela sua gestão, revela estudo da Crédito y Caución e Iberinform.

Mais de 60% das empresas não controlam solvência dos seus clientes
Credito-y-Caucion-sede-1024×640

Um estudo recente sobre a Gestão do Risco de Crédito em Portugal, promovido pela Crédito y Caución e pela Iberinform, revela diversas deficiências na política de riscos comerciais das empresas nacionais.

Apenas 16% das empresas portuguesas implementaram comités de risco comercial que permitem a revisão, aprovação e recomendação de limites na exposição ao risco, o que compromete o controle sistemático da evolução das suas carteiras de clientes.

De acordo com os dados obtidos a partir da consulta a mais de 300 gestores, 63% das empresas inquiridas não utilizam critérios de solvência na seleção de clientes.

Além disso, 95% não dispõem de qualquer manual interno que defina a política de riscos comerciais e, em 27% dos casos, não existe um departamento responsável pela sua gestão.

A influência da direção de topo na definição da política de riscos comerciais é significativa, uma vez que 48% dos principais executivos das empresas estão diretamente envolvidos na gestão do risco de crédito.

Contudo, a existência de unidades especializadas na gestão de risco permanece reduzida, com apenas 8% das empresas a contar com áreas dedicadas a esta função.

A gestão técnica da política de riscos comerciais é frequentemente atribuída aos departamentos financeiros, que representam 47% das empresas, enquanto 18% das empresas coordenam essa gestão com as direções comerciais, responsáveis pela gestão direta da carteira de clientes e pela prospeção de vendas no mercado.

Este panorama evidencia a necessidade de uma revisão e reforço das práticas de gestão de risco nas empresas portuguesas, de forma a garantir uma maior solidez e sustentabilidade no contexto económico atual.

 

Relacionado

Lufthansa irá arcar com eventuais remédios diretamente para entrar na TAP, afirma Governo

Lufthansa irá arcar com eventuais remédios diretamente para entrar na TAP, afirma Governo

Respondendo a perguntas da líder parlamentar do PCP Paula Santos sobre a operação, Hugo Espírito Santo lembrou que “existe o compromisso de que o comprador irá arcar com os remédios regulatórios diretamente”, mas rejeitou especular sobre as condições e obrigações que o executivo comunitário possa vir a decidir enquanto guardião dos tratados europeus em matéria de concorrência.