“Luís Neves? Tem feito um trabalho extraordinário e Portugal precisa dele”, sublinha Luís Montenegro

O primeiro-ministro deixou a garantia no Parlamento: quem está no Governo é porque tem a sua confiança. Sobre Luís Neves, deixou elogios à sua "aptidão e competência" e não tem dúvidas: "Portugal precisa dele".

“Luís Neves? Tem feito um trabalho extraordinário e Portugal precisa dele”, sublinha Luís Montenegro
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Luís Montenegro deixou grandes elogios a Luís Neves e reiterou que todos os elementos do Governo merecem a sua confiança política. O primeiro-ministro fez a defesa acérrima do ministro da Administração Interna no debate desta terça-feira, provocado pela apresentação da moção de censura por parte do Chega.

“O ministro da Administração Interna tem feito um trabalho extraordinário, tem coordenado de forma exemplar e tem mostrado aptidão e competência. Refiro-me também ao controlo das nossas fronteiras aéreas, ao que encontrámos relativamente a deficiências sistémicas nesses controlos, em Lisboa, Faro e Porto”, sublinhou o chefe de Governo. “É um excelente ministro e Portugal precisa dele”, afirmou.

Na intervenção de abertura, o líder do Chega referiu-se às várias polémicas conhecidas nas últimas semanas, que remontam ao tempo em que Luís Neves liderava a Polícia Judiciária, e perguntou ao primeiro-ministro porque mantém o governante em funções.

Ventura questionou também diretamente o ministro: “Depois de tudo isto, como é que ainda tem a falta de vergonha de estar sentado na bancada do Governo?”

Montenegro responde a Carneiro

O primeiro-ministro acusou o secretário-geral do PS de atirar ao lado nas suas intervenções políticas, de exagerar e perder-se no caminho do populismo, dizendo que já acumulou um conjunto de convergências estratégicas com o Chega.

Luís Montenegro respondia a uma intervenção de José Luís Carneiro na fase inicial do debate da moção de censura do Chega ao Governo, no Parlamento.

O primeiro-ministro começou por registar a justificação do líder socialista de abster-se perante a moção de censura do Chega e assim evitar uma crise política em Portugal.

“Como foi dito, não é desejada por ninguém e, pelo contrário, é penalizadora do interesse nacional dos portugueses, das famílias e das empresas”, observou o líder do executivo, para depois, no entanto, criticar o estilo de intervenção política do secretário-geral do PS.

“Senhor deputado, não exagere, porque se é legítimo fazer esses juízos críticos do Governo, a verdade é que se tem perdido um pouco e vai muitas vezes naquela veia mais populista de dizer que está tudo mal. Há coisas a melhorar, mas a recuperação de rendimento, dos salários e o crescimento da economia são neste momento um exemplo invocado em toda a Europa”, sustentou o primeiro-ministro.

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