O primeiro-ministro, Luís Montenegro, deixou muitas críticas a quem critica privilegia as críticas ao Governo e referiu-se especificamente aos que “sonham com eleições e demissões”, numa resposta direta ao líder do Chega que questionou o chefe de Governo sobre qual o motivo pelo qual mantém Luís Neves.
“Enquanto muitos estão atrelados ao seu tanque de eleições, demissões, comissões, insinuações e chavões, nós estamos focados em encontrar soluções para a vida das pessoas, daqueles que querem e merecem uma vida melhor”, destacou.
Para Luís Montenegro, “enquanto alguns ressacam por eleições, nós cumprimos o programa do Governo tornamos Portugal mais atrativo e fiável para pessoas e empresas. Em dois anos e meio, não aumentámos um único imposto. Enquanto alguns sonham com demissões, Portugal tem o maior crescimento do emprego na Europa e executa 100% do PRR”.
E continuou: “Enquanto alguns pedem mais comissões, incentivámos o arrendamento e baixámos os impostos na construção. Enquanto alguns vivem de insinuações, reforçámos o combate à corrupção e o policiamento”.
PS “está capturado” por Luís Neves
André Ventura acusou o PS de estar capturado por Luís Neves e apelidou-o de xerife da República no arranque da moção de censura, que está a decorrer esta terça-feira no Parlamento. Deixou uma pergunta a Luís Montenegro: “Por que é que mantém o ministro?”; e um apelo a Luís Neves: “Vá-se embora”.
A Assembleia da República debate e vota esta terça-feira a moção de censura do Chega ao Governo, centrada na manutenção do ministro da Administração Interna, Luís Neves, no executivo, e que tem chumbo garantido.
A moção intitula-se “Pelo fim de um Governo sem autoridade política, incapaz de assumir responsabilidades e de garantir confiança nas instituições” e é a primeira ao XXV Governo Constitucional.
Esta será a primeira vez que a Assembleia da República discute uma moção de censura fora do período efetivo de funcionamento e ainda na primeira sessão legislativa da XVII legislatura.
A moção de censura do Chega vai ser a primeira ao XXV Governo Constitucional, a terceira a executivos PSD/CDS-PP liderados por Luís Montenegro e a 37.ª em democracia.
Esta será a quarta vez que o partido liderado por André Ventura recorre a este instrumento: duas vezes na XV legislatura contra o último Governo do PS liderado por António Costa e, com a discutida hoje, duas a executivos da AD.