Lufthansa considera que negócio da TAP é “fácil de aprovar” em Bruxelas

Alemães acreditam que Bruxelas está mais consciente da necessidade de criar na Europa grandes empresas globais. Contam com o apoio do Governo português e deixaram mensagem para Governo de Friedrich Merz: Alemanha tem de garantir que Europa não fica atrás da Ásia e dos EUA.

Lufthansa considera que negócio da TAP é “fácil de aprovar” em Bruxelas
Lufthansa CEO

A Lufthansa espera uma aprovação “mais rápida” do negócio da TAP em Bruxelas face à compra da italiana ITA.

“Espero que seja mais rápido do que a ITA, um processo mais fácil”, disse o presidente-executivo da Lufthansa esta quinta-feira 15 de outubro numa chamada com analistas.

“Os nossos amigos em Bruxelas, os líderes da Europa, percebem que o mundo mudou e que é do interesse da Europa criar fortes empresas globais. A atitude mudou em Bruxelas”, analisou Carsten Spohr.

“A sobreposição da TAP com a Lufthansa é muito menor do que outros potenciais compradores como a IAG ou a Air France-KLM, que seria enorme. Do nosso ponto de vista é uma transação fácil de aprovar”, acrescentou.

“Comparando com outras aquisições, a sobreposição” é menor, defendeu o executivo. “Vamos preparar as discussões [com Bruxelas] de forma profissional. O Governo português vai dar muito apoio. O país está na beira da Europa, as ligações aéreas são absolutamente essenciais”.

O presidente destacou que quando “fala com pessoas em Bruxelas, ninguém está orgulho do tempo que o negócio da ITA demorou” para ser aprovado.

E também deixou uma mensagem ao Governo do seu país. “A Alemanha, uma nação-líder na Europa, deve garantir que a Europa não fica atrás do EUA e da Ásia”, defendeu Carsten Spohr.

Na sua apresentação, a Lufthansa espera gerar sinergias de 450 milhões de euros nos primeiros quatro anos após a conclusão do negócio com a TAP.

A companhia revelou que vai encaixar 75% dos dividendos gerados pela TAP, apesar de ter uma posição minoritária.

Em termos de governance, vão ser os alemães a escolher o presidente-executivo, ficando responsáveis pela comissão executiva que gere o dia-a-dia da TAP. Já no conselho de administração, o Governo fica com cinco administradores, com os alemães a ficarem com quatro, num total de nove, sendo aqui que vai ser gerida a estratégia de médio e longo prazo da TAP.

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