Lei da Nacionalidade foi muito discutida com líderes dos países lusófonos, diz ministro

António Leitão Amaro falava aos jornalistas à margem da comemoração do 30.º aniversário da RTP África, na Gulbenkian, em Lisboa.

Lei da Nacionalidade foi muito discutida com líderes dos países lusófonos, diz ministro
FILIPE AMORIM/LUSA

O ministro da Presidência afirmou esta quarta-feira que a proposta da Lei da Nacionalidade foi também muito discutida com os países lusófonos, que compreenderam perfeitamente a importância da mesma.

António Leitão Amaro falava aos jornalistas à margem da comemoração do 30.º aniversário da RTP África, na Gulbenkian, em Lisboa.

Questionado sobre a Lei da Nacionalidade, o ministro da Presidência disse que esta é uma “lei que os portugueses querem”.

“Já agora, é uma lei muito discutida também com os líderes dos países lusófonos, compreenderam perfeitamente em conversas bilaterais que tivemos a importância dessa lei para Portugal”, prosseguiu António Leitão Amaro.

A Assembleia da República reapreciou os decretos que pretendem alterar a Lei da Nacionalidade e o Código Penal, depois de algumas normas terem sido chumbadas pelo Tribunal Constitucional (TC), ainda sem garantias públicas de aprovação.

Esta “é uma lei que torna mais exigente, é verdade, a obtenção de nacionalidade, que implica uma ligação mais efetiva”, salientou o governante.

O Tribunal Constitucional “identificou alguns pontos que precisavam de correção, já agora, que não constavam da versão original proposta pelo Governo das alterações que o próprio parlamento introduziu, trabalhámos com o parlamento para ultrapassar esses aspetos”, disse.

O TC declarou a 15 de dezembro do ano passado inconstitucionais várias normas dos dois decretos, depois de 50 deputados do PS terem pedido a fiscalização preventiva dos dois diplomas.

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