Jovens consideram que salários são baixos face ao custo de vida

O mais recente relatório da Randstad Research, “A Geração Z no Mercado de Trabalho: Uma Redefinição do Sucesso Profissional", mostra que o mercado de trabalho está a sofrer alterações com a entrada na nova geração. Este estudo mostra que 93,4% destes jovens referem que as remunerações praticadas não são justas face ao custo de vida.

Jovens consideram que salários são baixos face ao custo de vida
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O mercado de trabalho está a sofrer algumas mudanças, principalmente devido à entrada da geração Z. Esta geração de jovens profissionais tem redefinido as prioridades, e tem dado prioridade o desenvolvimento de competências, o equilíbrio e a progressão interna.

Estas são as conclusões do mais recente relatório da Randstad Research, “A Geração Z no Mercado de Trabalho: Uma Redefinição do Sucesso Profissional”. Este estudo mostra que 93,4% destes jovens referem que as remunerações praticadas não são justas face ao custo de vida.

Mais de metade dos inquiridos revelam que canalizam mais de 40% do seu salário líquido mensal para despesas de habitação. Como consequência dos baixos salários 56,2% ainda residem com os pais ou familiares. Os dados demonstram que um em cada quatro jovens está a acumular duas ou mais fontes de rendimento.

O estudo demonstra ainda que há uma grande mobilidade no mercado, uma vez que 37,5% dos jovens mudaram de empresa nos últimos 12 meses, contudo os salários não estiveram no foco da mudança, sendo o principal motivo a ausência de progressão de carreira.

Cerca de 58,7% dos jovens acreditam que têm “capacidades para fazer mais do que fazem hoje” nas suas funções, já 40,4% admite que as suas chefias não se preocupam com o seu futuro profissional.

A entrada no mercado de trabalho também é um descontentamento para os jovens, que sentem que o sistema educativo não os preparou para os desafios práticos do ambiente de trabalho.

Esta geração considera a flexibilidade um fator não negociável, com os dados a mostrarem que 27,2% dos profissionais desta geração recusaria uma proposta com salário superior numa empresa que não permitisse o regime de teletrabalho.

Já na adoção de inteligência artificial (IA), cerca de 72,8% afirmam utilizar estas ferramentas na sua rotina diária, e 69,9% destes utilizadores confirmam o impacto direto no aumento da sua produtividade.

Isabel Roseiro, diretora de marketing da Randstad Portugal, afirma que “os resultados da análise indicam que as métricas de atração e retenção de talento em Portugal estão a passar por uma mudança estrutural. A Geração Z tem um perfil altamente qualificado, mas as suas decisões de carreira são fortemente condicionadas por fatores macroeconómicos. Por isso, a remuneração isolada deixa de ser o único indicador competitivo”.

“Para garantir a estabilidade das equipas e mitigar a rotatividade, as organizações necessitam de estruturar propostas de valor que integrem planos claros de progressão interna, modelos flexíveis de trabalho e investimento contínuo na capacitação digital, nomeadamente em IA”, refere.

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