Helena Freitas: “Investigação e desenvolvimento é uma das áreas em que mais podemos crescer”

Portugal tem infraestruturas, profissionais competentes e existem oportunidades que podem ser exploradas na área da Saúde. A prevenção é crucial para melhorar o setor, destacou a diretora-geral da Sanofi Portugal no evento "Economia na Saúde", que decorreu esta terça-feira em Lisboa e contou com a organização do JE.

Helena Freitas: “Investigação e desenvolvimento é uma das áreas em que mais podemos crescer”
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A gestão eficiente de recursos, com foco na otimização de custos sem comprometer a qualidade dos serviços, e o impacto da inovação tecnológica foi um dos pontos fundamentais em discussão no painel “Tendências e oportunidades” na conferência Economia na Saúde – Sustentabilidade e Inovação”, organizada pelo Jornal Económico e que decorre no Auditório Morais Leitão, em Lisboa. “Uma das áreas em que mais podemos crescer é a investigação e o desenvolvimento. Precisamos de garantir que temos inovação para termos mais Saúde”, Helena Freitas, diretora-geral da Sanofi Portugal.

A responsável acrescenta ainda a motivação e a inspiração dos cientistas e investigadores presentes em Portugal. No entanto, salienta a necessidade de aproveitar ao máximo a digitalização para que os profissionais de Saúde se possam dedicar mais à investigação para serem criadas mais-valias para os doentes. “Também temos de olhar para a prevenção como uma área a seguir”, sublinha.

Para Óscar Gaspar, presidente da Associação Portuguesa de Hospitalização Privada, “não há nenhum país desenvolvido sem um setor da Saúde desenvolvido”. “Os hospitais privados representam um terço da atividade hospital do País. Estamos a investir, temos atividade em crescimento e os seguros de saúde também têm aumentado bastante em Portugal”, explica. O responsável explica também que seria fundamental um aumento de complementaridade. “Mas isso está nas mãos dos políticos. Estamos a inflacionar o custo da atividade porque não fazemos contas”, alerta.

Carlos Ribeiro, diretor-geral da Takeda Portugal, refere a importância dos ensaios clínicos e que a indústria farmacêutica tem a ambição de os fazer no “mais breve tempo possível”. No entanto, acrescenta, é “importante agilizar os processos burocráticos” para diminuir o desfasamento face a outros países. “Da parte da Takeda temos vários ensaios a decorrer a Portugal. Temos infraestrutura, profissionais competentes e existe oportunidades que podem ser exploradas na área da Saúde.  A comunicação e os pontos de entendimentos são cruciais”, conclui.

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