“Havia o receio de poder escapar ao controle nacional a única refinaria que temos”, diz Governo

Ministra do Ambiente congratula-se com compromisso da companhia continuar a investir na refinaria de Sines, após fim do negócio com espanhóis, e disse gostar da ideia de separação de negócios das bombas e da refinação. Sobre futuras parcerias, garante que o Governo vai "estar atento".

“Havia o receio de poder escapar ao controle nacional a única refinaria que temos”, diz Governo
A ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho (D), ladeada pelo presidente da Câmara Municipal de Faro, António Miguel Pina (E), durante a cerimónia de assinatura do 1.º pagamento do Fundo Ambiental para investimentos na gestão inteligente da água e na resiliência do Algarve, âmbito do Protocolo de Colaboração Técnica entre a Autoridade de Gestão do Programa Regional Algarve 2030 e o Fundo Ambiental, destinado a reforçar a capacidade de investimento em intervenções estratégicas para a gestão eficiente e inteligente da água e para o aumento da resiliência do território algarvio, em Faro, 30 de setembro de 2026. LUÍS FORRA/LUSA

O Governo disse hoje ver com “bons olhos” o compromisso da Galp com o investimento na refinaria de Sines após o fim do negócio com os espanhóis da Moeve.

“Acompanhámos muito de perto [o processo de fusão]. É importante as refinarias terem massa crítica para poderem investir na descarbonização. Mas havia o receio de poder escapar ao controle nacional a única refinaria que ainda temos”, disse a ministra do Ambiente e da Energia esta segunda-feira, 26 de outubro.

“No comunicado da Galp é dito que há uma aposta em continuar a investir em produtos verdes: hidrogénio verde, biocombustíveis, vimos isso com muitos bons olhos”, acrescentou Maria da Graça Carvalho.

“Também nos agrada que a Galp continua apostada em separar o retalho da refinaria, em criar uma empresa só para a refinaria. Pensamos que sera útil, permite focar as atenções da parte do Estado na refinaria, isso continua. Iremos acompanhar os desenvolvimentos futuros”, segundo a governante em declarações à margem do encontro dos autarcas pelo Clima e Energia em Torres Vedras.

A ministra apontou que “foi uma decisão da Galp devido às negociações com a Moeve… se calhar, não terá correspondido ao que esperavam. É dito que estão abertos a outras parcerias, teremos que estar atentos a futuras parcerias”.

Questionada sobre a taxa sobre os lucros extraordinários derivados à guerra no Médio Oriente, a ministra recordou que existe um projeto-lei no Parlamento.

“Mostra que foi uma decisão correta do Governo.  Há empresas que tiveram lucros extraordinários devido à situação [de guerra]. Até por uma questão de justiça social devem ser taxadas. O ministro das Finanças teve essa decisão, esperemos que passe em breve na Assembleia da República”, respondeu Maria da Graça Carvalho.

 

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