Guiné-Bissau: governo nomeia novos responsáveis para impostos, empresas e município de Bissau

As nomeações foram anunciadas em comunicado do conselho de ministros, consultado pela Lusa em vários órgãos da comunicação social guineenses, o qual indica que os três responsáveis serão confirmados nos respetivos cargos por despachos oficiais do primeiro-ministro, Ilídio Vieira Té.

Guiné-Bissau: governo nomeia novos responsáveis para impostos, empresas e município de Bissau
Guiné-Bissau

O Governo de transição na Guiné-Bissau nomeou esta terça-feira, 6 de outubro, Edalberto Cuino diretor-geral dos Impostos, Lassana Nanco para o centro de formalização de empresas e Juviano Landim presidente da Câmara Municipal de Bissau.

As nomeações foram anunciadas em comunicado do conselho de ministros, consultado pela Lusa em vários órgãos da comunicação social guineenses, o qual indica que os três responsáveis serão confirmados nos respetivos cargos por despachos oficiais do primeiro-ministro, Ilídio Vieira Té.

Edalberto Cuino substitui nas funções de diretor-geral das Contribuições e Impostos Malam Sissé, líder de um partido político considerado próximo do ex-presidente guineense Umaro Sissoco Embaló, e que foi exonerado do cargo no passado dia 02.

Ainda de acordo com a imprensa guineense, Lassana Nanco já vinha desempenhando as funções de diretor-geral do Centro de Formalização de Empresas e hoje foi formalmente confirmado no cargo pelo conselho de ministros.

O novo presidente da Câmara Municipal de Bissau, Juviano Landin, um ex-emigrante guineense na Noruega, já desempenhou, no passado, as funções de secretário-geral daquela instituição e hoje foi indigitado pelo Governo para substituir Umaro Baldé, também dado como próximo de Sissoco Embaló.

Baldé, antigo diretor do Centro de Formalização de Empresas, esteve, nos últimos dias, sob forte contestação dos funcionários da Câmara de Bissau, que o acusam, entre outras questões, de alegadamente não pagar salários.

Os militares guineenses protagonizaram no dia 26 de novembro passado um golpe de Estado liderado pelo general Horta Inta-a, antigo chefe de segurança na Presidência da República.

A oposição considerou que se tratou de um “golpe cerimonial” por ocorrer em vésperas da divulgação dos resultados provisórios das eleições presidenciais, que o bloco defende terem sido ganhas “à primeira volta” por Fernando Dias da Costa.

O general Horta Inta-a marcou para o dia 06 de dezembro próximo novas eleições legislativas e presidenciais.

*** A delegação da agência Lusa na Guiné-Bissau está suspensa desde agosto de 2025 após a expulsão pelo Governo dos representantes dos órgãos de comunicação social portugueses. A cobertura está a ser assegurada à distância ***

Relacionado

Exclusivo com Ilídio Vieira Té: “Não haverá presidentes ocultos”

Exclusivo com Ilídio Vieira Té: “Não haverá presidentes ocultos”

Primeiro-ministro e ministro das Finanças da Guiné-Bissau, lidera o país num dos períodos mais sensíveis da sua história recente. Nesta entrevista à Forbes África Lusófona, fala da transição política, dos desafios económicos, da criação do Partido Popular Guineense (PPG) e da sua visão para uma Guiné-Bissau mais estável, próspera e institucionalmente forte.
Auditorias do fisco ao setor extrativo moçambicano apuram 137,4 milhões de euros

Auditorias do fisco ao setor extrativo moçambicano apuram 137,4 milhões de euros

Em comunicado sobre as atividades realizadas entre janeiro e 30 de setembro de 2026 no setor extrativo, a AT destaca resultados na fiscalização, arrecadação de receitas e acompanhamento das operações mineiras e petrolíferas, referindo que as auditorias efetuadas a empresas daquele setor permitiram apurar cerca de 10,2 mil milhões de meticais (137,4 milhões de euros).