‘Green Friday’ em Wall Street

Em dia de 'Black Friday', o verde foi a cor nas praças norte-americanas, com os quatro principais índices a baterem novos máximos históricos, impulsionados pelo setor do retalho.

‘Green Friday’ em Wall Street
Andrew Harrer/Bloomberg

Os quatro principais índices de Wall Street bateram novamente máximos históricos, em dia de ‘Black friday’, numa sessão mais curta do que o habitual e que ficou marcada pela reduzida liquidez.

O Dia de Ação de Graças e o ‘Black Friday’ marcam o arranque da temporada de compras de Natal, que é crucial para os retalhistas, uma vez que responde a cerca de 40% das vendas anuais. De acordo com o Índice Digital Adobe, as vendas online superaram os mil milhões de dólares na noite de Ação de Graças, um aumento de cerca 14% em relação ao ano passado.

O índice Dow Jones fechou a subir 0,36% para 19.152,14 pontos, o tecnológico Nasdaq avançou 0,34% para 5.398,92 pontos, o S&P 500 ganhou 0,39% para 2.213,35 pontos e o Russell 2000 valorizou 0,57% para 1.348,47 pontos, a décima quinta sessão consecutiva com ganhos. Os três principais índices fecharam com ganhos pela terceira semana consecutiva, continuando o ‘rally’ desde que Trump foi eleito. O S&P 500 bateu máximos pela sétima sessão desde 8 de novembro.

Os principais setores em destaque na sessão de hoje foram a distribuição (0,79%) e o tecnológico (0,37%). O setor da energia perdeu 0,39% a refletir a queda no preço do petróleo

O Crude WTI recua 4,11%, para 45,99 dólares/Barril, devido à incerteza em relação ao acordo da OPEP para reduzir a produção. A Arábia Saudita afirmou que não participará num encontro na segunda-feira com produtores de petróleo não-membros da OPEP para discutir limites à oferta. “Há uma carta oficial da Arábia Saudita a dizer que não participará na reunião porque os ministros devem concordar com o corte e depois apresentarem o acordo aos países não-membros da OPEP”, disse uma fonte da OPEP.

O Euro subia 0,44% para 1,0600 dólares.

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