Grandes empresas crescem 26% em Moçambique e já empregam quase 248 mil trabalhadores

O relatório "Estatísticas de Empresas e Instituições Sem Fins Lucrativos 2025", do Instituto Nacional de Estatística (INE), a que a Lusa teve hoje acesso, indica que o país passou de 995 para 1.255 grandes empresas ativas entre 2024 e 2025.

Grandes empresas crescem 26% em Moçambique e já empregam quase 248 mil trabalhadores
Mocambique

O número de grandes empresas ativas em Moçambique aumentou 26,1% em 2025, para 1.255 unidades, empregando quase 248 mil trabalhadores, com a cidade de Maputo a concentrar mais de metade destas sociedades, segundo o INE.

O relatório “Estatísticas de Empresas e Instituições Sem Fins Lucrativos 2025”, do Instituto Nacional de Estatística (INE), a que a Lusa teve acesso esta terça-feira, 8 de setembro, indica que o país passou de 995 para 1.255 grandes empresas ativas entre 2024 e 2025.

Acrescenta que mais de metade destas empresas, 687, estavam concentradas na cidade de Maputo, que representava 54,7% do total nacional, seguindo-se a província de Maputo, com 195 grandes empresas (15,5%).

As maiores taxas de crescimento foram observadas em Manica, onde o número de grandes empresas aumentou 209,5%, passando de 21 para 65 unidades, e em Cabo Delgado, com uma subida de 172,7%, de 11 para 30 empresas.

Segundo o relatório, as grandes empresas empregavam 247.789 trabalhadores em 2025, mais 8,9% do que os 227.498 registados no ano anterior.

Também neste indicador a cidade de Maputo liderava, concentrando 136.759 trabalhadores, equivalentes a 55,2% do total de pessoas ao serviço nas grandes empresas, seguida da província de Maputo, com 33.250 trabalhadores (13,4%), e de Sofala, com 30.266 (12,2%).

A província de Cabo Delgado voltou a destacar-se pelo crescimento do emprego nas grandes empresas, com uma subida de 67,3%, enquanto Tete registou um aumento de 45,7%. Em sentido contrário, Niassa e Gaza foram as únicas províncias a registar reduções, de 13,1% e 7,0%, respetivamente.

Quanto à forma jurídica, as sociedades por quotas continuaram a dominar este segmento empresarial, representando 67,6% das grandes empresas ativas. As sociedades anónimas correspondiam a 17,8%, enquanto as sociedades unipessoais atingiam já 8,0% do total.

No relatório assinala-se ainda que as sociedades unipessoais registaram um crescimento de 152,5% no número de grandes empresas, passando de 40 para 101 unidades, enquanto os empresários em nome individual aumentaram 155%, de 20 para 51 empresas.

Em termos de emprego, as sociedades por quotas absorviam 147.195 trabalhadores, equivalentes a 59,4% das pessoas ao serviço nas grandes empresas, seguidas pelas sociedades anónimas, com 69.049 trabalhadores, ou 27,9% do total.

Relacionado

Moçambique reforça supervisão de setores vulneráveis ao branqueamento

Moçambique reforça supervisão de setores vulneráveis ao branqueamento

A medida foi anunciada pelo Gabinete de Informação Financeira de Moçambique (GIFiM), durante a abertura de um workshop regional sobre supervisão baseada no risco das atividades e profissões não financeiras designadas, que decorre durante uma semana em Maputo, com a participação de representantes e supervisores de países da África Austral e oriental e apoio de especialistas do GAFI e do Banco Mundial.
Auditorias do fisco ao setor extrativo moçambicano apuram 137,4 milhões de euros

Auditorias do fisco ao setor extrativo moçambicano apuram 137,4 milhões de euros

Em comunicado sobre as atividades realizadas entre janeiro e 30 de setembro de 2026 no setor extrativo, a AT destaca resultados na fiscalização, arrecadação de receitas e acompanhamento das operações mineiras e petrolíferas, referindo que as auditorias efetuadas a empresas daquele setor permitiram apurar cerca de 10,2 mil milhões de meticais (137,4 milhões de euros).