A Federação Nacional de Educação (FNE) anunciou, esta quarta-feira, protestos para o começo do ano letivo, em setembro, outubro e novembro.
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Em comunicado, a FNE diz que “face à ausência de resposta do Ministério da Educação (ME) às propostas que a Federação Nacional da Educação tem apresentado, assim como à constante reafirmação da disponibilidade para apostar no diálogo e na negociação, a FNE tem preparadas várias iniciativas de protesto e de luta para o primeiro período do ano letivo 2023-24”.
A Federação refere que “fez chegar junto da tutela várias notas de alerta para a urgência em resolver os problemas que afetam os trabalhadores da educação e as escolas, mostrando que pretende, o mais urgentemente possível, o regresso à tranquilidade no funcionamento das escolas, ultrapassando as circunstâncias que se verificaram ao longo do ano letivo 2022-23”.
“Até agora, o Ministério da Educação não conseguiu dar resposta às nossas propostas, o que nos coloca perante as consequências da ausência de medidas necessárias para resolver os problemas que foram identificados. E, devido a isso, a FNE avança com a divulgação de um conjunto de iniciativas de protesto e de luta para os meses de setembro, outubro e novembro”, informa a federação.
Nestes protestos vão estar incluídas “greves ao sobretrabalho e componente não letiva, semana Aberta “Somos Professores – Não desistimos!” com visitas a escolas de Norte a Sul e vigílias por uma Educação de qualidade”.
No comunicado, a FNE “reforça que valoriza o diálogo, a negociação e a concertação como formas de resolver os problemas, e estamos totalmente disponíveis para iniciar este processo”.
“Estamos inclusive dispostos a cancelar as ações de protesto planeadas para o início do próximo ano letivo, desde que o Ministério da Educação e o Governo criem as condições necessárias”, assegura a federação.