As autoridades europeias estão a trabalhar para desenvolver, em conjunto com os Estados-membros, uma abordagem comum às criptomoedas que garanta oportunidades, mas também ferramentas para enfrentar riscos.
A partir de meados de 2025, a autoridade europeia de combate ao branqueamento de capitais e ao financiamento do terrorismo (ACBC) vai supervisionar diretamente certos tipos de instituições financeiras e de crédito, como, por exemplo, os prestadores de serviços de criptomoedas, se forem considerados de alto risco ou se tiverem operações transfronteiriças, escreve o “El Economista”.
O jornal adianta que a União Europeia está a estudar como poderá dificultar a utilização indevida de criptomoedas, nomeadamente para fins criminosos. As novas regras vão abranger a maior parte do sector dos criptoativos, obrigando todos os prestadores de serviços a fazer uma due diligence relativamente aos seus clientes.
Isto significa que terão de verificar factos e informações sobre os clientes, mas também denunciar qualquer atividade suspeita. As diligências terão de ser feitas quando um cliente realize operações de valor igual ou superior a mil euros.
Em meados de fevereiro, as autoridades europeias chegaram a um acordo provisório que amplia a lista de entidades obrigadas a responder às novas regras. Atualmente, esta lista inclui instituições financeiras, bancos, agências imobiliárias, serviços de gestão de ativos ou casinos.