BCE agrava exigências de capital ao BPI

Em comparação com os requisitos mínimos atualmente em vigor, verifica-se um aumento de 0,1%, reflectindo a subida do requisito de Pilar 2 de 1,9% para 2% no rácio de fundos próprios totais em base consolidada, revela o BPI.

BCE agrava exigências de capital ao BPI
Cristina Bernardo

O BPI anunciou a decisão do Banco Central Europeu (BCE) sobre os requisitos mínimos de capital prudencial e rácio de alavancagem para 2025, na sequência dos resultados do Supervisory Review and Evaluation Process (SREP), ou seja, na sequência dos testes de stress.

Ao contrário dos seus pares, o BPI viu o BCE exigir mais capital regulatório na componente que é em função da qualidade dos ativos do banco, ou seja, o Pilar 2.

Assim, a partir de 1 de janeiro de 2025, o Banco BPI deve cumprir com requisitos mínimos prudenciais, de 9.45% para o rácio de capital Common Equity Tier 1 (CET1), 11.32% para o rácio de capital Tier 1, 13.82% para o rácio de fundos próprios totais.

Em comparação com os requisitos mínimos atualmente em vigor, verifica-se um aumento de 0,1%, refletindo a variação do requisito de Pilar 2 de 1,9% para 2% no rácio de fundos próprios totais em base consolidada.

No rácio CET 1 a componente do Pilar 2 tem de ser no mínimo de 1,13% e no rácio de Tier 1 de 1,50%.

Mantém-se o requisito de Pilar 1 de 3% para o rácio de alavancagem.

Os rácios de capital mínimos para 2025 exigidos pelo supervisor incluem uma almofada de capital de 3,82%, que corresponde a “buffers de conservação de capital (2,5%), de outras instituições de importância sistémica (0,5%, aplicável apenas em base consolidada), de capital contracíclica específico (0,01% a 30 de setembro de 2024; atualizado trimestralmente) e sistémico setorial (0,81% com referência à exposição a 30 de setembro e em vigor desde 1 de outubro de 2024; atualizado trimestralmente)”, refere o banco.

O BPI explica ainda que o Banco de Portugal considera para 2026 uma reserva contracíclica de 0,75% aplicável à exposição de crédito ao
setor privado não financeiro ponderadas pelo risco em Portugal. Caso esta proposta venha a ser formalizada representará um aumento dos requisitos de fundos próprios do Banco BPI de 0,71%, calculado em base proforma com base nos dados de setembro.

Em setembro 2024 o BPI excedia todos os requisitos ao ter um rácio de capital de 17,5%, do qual a componente CET era de 13,9% e o Tier 1 era de 15,3%.

O rácio de alavancagem era em setembro de 7,3%.

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