Aeroporto. CEO da ANA assume que obras poderão arrancar no final de 2023

Thierry Ligonnière deu também conta de um projeto para uma melhoria operacional do aeroporto de Lisboa que irá envolver uma verba entre os 200 e 300 milhões de euros. Sobre a decisão do novo aeroporto, o CEO referiu que a ANA "fará aquilo que o Governo decidir".

Aeroporto. CEO da ANA assume que obras poderão arrancar no final de 2023
Thierry Liggoniere

As obras no aeroporto de Lisboa poderão vir a arrancar no final do próximo ano. A informação foi anunciada por Thierry Ligonnière, CEO da ANA Aeroportos de Portugal e Diretor Portugal, Brasil e Cabo Verde, no painel dedicado aos grandes desafios do turismo português, integrado no 47.º congresso da APAVT, que decorre entre os dias 8 e 11 de dezembro na Região Autónoma dos Açores.

“Se as coisas correrem como nós imaginamos, tendo o contributo de todas as entidades envolvidas neste processo, poderemos arrancar com as obras no fim de 2023”, referiu.

O CEO deu ainda conta de um projeto que visa a melhoria operacional do aeroporto que foi criado durante o período da pandemia. “Tudo está desenvolvido e feito. Irá custar 200 a 300 milhões de euros”, afirmou, acrescentando que a NAV está a evoluir também a nível tecnológico.

“A próxima etapa é a expansão do novo aeroporto de Lisboa”, realçou.

O CEO da ANA não adiantou uma data sobre a decisão do novo aeroporto, dado ser um processo mais administrativo e que envolve também o licenciamento ambiental, mas que a entidade irá acatar aquilo que o Estado achar ser a melhor solução para aquele projeto.

“O tempo de execução não é o mesmo. Quanto maior for o projeto, maior o tempo de execução. A ANA fará aquilo que o Governo decidir. A nossa posição já é conhecida. Que o trabalho seja feito rapidamente, com pessoas que já tiveram a oportunidade real de fazer este tipo de trabalhos”, salientou.

O responsável realçou que todos os aeroportos nacionais estão a ser alvo de remodelações, dado que “a ANA não é só Lisboa”, sendo que cada um deles tem as suas especificidades, como o caso dos ventos na Região Autónoma da Madeira, mostrando-se confiante de que a Região Autónoma dos Açores irá ter ainda mais procura nos próximos anos.

“Há muitos investimentos que estão a ser feitos e muitos deles não são do conhecimento púnlico. Em Faro estamos a desenvolver a cobertura do aeroporto. Estamos a colocar painéis fotovoltaicos em todos os aeroportos, bem como os sistemas de luzes, que envolve um investimento de 30 milhões de euros. O compromisso está lá para uma melhor operacionalidade dos aeroportos em todas as zonas do país, sem exceção”, sublinhou.

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