Advogado Paulo Topa detido hoje no Porto em investigação por desvio de fundos

A detenção ocorre dias depois de a SIC noticiar que o advogado e três administradores de insolvência são suspeitos de desviar 10 milhões de euros de empresários em falência.

Advogado Paulo Topa detido hoje no Porto em investigação por desvio de fundos
policia_judiciaria_pj_3

A Polícia Judiciária (PJ) deteve hoje no Porto o advogado Paulo Topa, confirmou à Lusa fonte da polícia, tendo a diligência ocorrido no âmbito de uma investigação por desvio de fundos.

A detenção ocorre dias depois de a SIC noticiar que o advogado e três administradores de insolvência são suspeitos de desviar 10 milhões de euros de empresários em falência.

A detenção do advogado foi inicialmente noticiada pela SIC Notícias, que refere que o mandado foi emitido porque as autoridades consideraram haver risco de fuga para o Brasil.

Paulo Topa será ouvido no primeiro interrogatório judicial nas 48 horas após a detenção, o que deverá ocorrer até terça-feira no Tribunal de Instrução Criminal do Porto.

Segundo fonte da PJ, o interrogatório ainda não se encontra agendado.

De acordo com a investigação da SIC, ao longo de uma década, o advogado terá participado na criação de 50 empresas de fachada, elaborando créditos falsos e aliciado pessoas vulneráveis, incluindo um sem-abrigo, para servirem como testas-de-ferro.

No site da Ordem dos Advogados, a cédula profissional de Paulo Topa surge como estando inativa.

Relacionado

Ministério da Justiça espera conclusões da auditoria à PJ até ao final do ano

Ministério da Justiça espera conclusões da auditoria à PJ até ao final do ano

“As auditorias e avaliações determinadas pelo MJ estão a decorrer, sendo conduzidas pelas entidades competentes com a autonomia técnica e a independência que legalmente lhes são asseguradas. A prioridade é que os trabalhos sejam concluídos com a maior celeridade possível, sem comprometer o rigor e a qualidade da análise, em todo o caso, com base na informação recolhida, antecipamos que as respetivas conclusões possam ser entregues à tutela (MJ) até final do ano”, adiantou o executivo.