“A repressão não é aceitável nem resolve nada”, diz IL

Numa publicação na plataforma X, Mariana Leitão escreveu que "a repressão não é aceitável nem resolve nada. A única solução de um Estado que falha em quase tudo, perante quem protesta o falhanço nas políticas públicas de habitação, não pode ser usar a sua força repressiva sob a forma de cacetete".

“A repressão não é aceitável nem resolve nada”, diz IL
António Pedro Santos/Lusa

Depois de na madrugada, deste domingo, a polícia ter avançado contra os manifestantes, a líder da Iniciativa Liberal veio dizer que “a repressão não é aceitável nem resolve nada”.

Numa publicação na plataforma X, Mariana Leitão escreveu que “a repressão não é aceitável nem resolve nada. A única solução de um Estado que falha em quase tudo, perante quem protesta o falhanço nas políticas públicas de habitação, não pode ser usar a sua força repressiva sob a forma de cacetete”.

“As pessoas deixarão de protestar quando os seus problemas estiverem resolvidos e para isso temos de nos livrar das políticas incompetentes de políticos de gestão de situação, sem coragem, que rejeitam as propostas para aplicar soluções comprovadas”, disse a liberal.

A líder da IL citou dados recentes do INE que dão conta que “no segundo trimestre deste ano os preços das casas em Portugal subiram 18,4% face ao ano passado, é o maior aumento na Europa”

“A crise da Habitação em Portugal é gravíssima e exige medidas de emergência. Os portugueses que protestam têm a razão do seu lado: quem governou o país até aqui falhou de forma clamorosa, não soube aplicar as medidas que permitiram mais construção, mais casas no mercado para arrendar, preços mais baixos”, afirma Mariana Leitão.

Na publicação consta ainda que “a IL luta há anos a explicar e a propor medidas para resolver o problema da Habitação, sem sucesso de implementação até agora”.

Mariana Leitão recordou também que propôs “uma reunião com todos os partidos para chegarmos a consensos mínimos nas medidas de emergência a aplicar”.

“Preferem continuar a fazer o seu jogo partidário. Os resultados da irresponsabilidade dos restantes partidos estão à vista: polarização, confronto, tensão crescente, nem uma solução”, afirmou.

 

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