Petróleo atingiu máximo de cinco meses

O máximo foi atingido na sessão de segunda-feira 19 de outubro, quando o brent atingiu os 110,70 dólares. Esta terça-feira 20 de outubro o brent negoceia nos 110,48 dólares.

Petróleo atingiu máximo de cinco meses
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O petróleo atingiu o seu preço mais elevado face a 20 de maio quando o brent atingiu os 110,70 dólares na sessão de segunda-feira 19 de outubro. Esta terça-feira 20 de outubro o brent negoceia nos 110,48 dólares.

Este máximo de quase cinco meses é justificado pelo reporte de ataques dos houthis a infraestruturas sauditas e com os ataques a navios no Golfo. Os houthis confirmaram na segunda-feira 19 de outubro que realizaram vários ataques contra alvos sauditas em setores como a energia, aeroportos e forças armadas e também numa instalação da Aramco em Yanbu, o campo petrolífero de Shaybah, o Aeroporto Internacional Rei Khalid em Riade e o aeroporto de Abha, salienta a Reuters.

“Os preços do petróleo continuam bem sustentados … Isto sugere que o mercado está a precificar um prémio de risco significativo, dada a volatilidade da situação. No entanto, se os fluxos continuarem sem restrições, apesar do cenário geopolítico, o prémio de risco irá provavelmente dissipar-se lentamente. Claramente, ainda não há sinais disso”, disseram analistas do ING, numa nota transcrita pela Reuters. Foi ainda reportado um ataque houthi a um campo de treino das forças de segurança governamentais na província de Shabwa, no Iémen, que matou 58 pessoas e feriu mais de 200.

A empresa de rastreio de navios Kpler referiu que pelo menos 18 embarcações terão sido atacadas em duas semanas.

A isto junta-se uma possível quebra dos stocks de crude, nos Estados Unidos, e também de derivados, tendo em conta uma projeção da Reuters. Na sexta-feira 16 de outubro o Presidente norte-americano, Donald Trump, decidiu suspender as sanções a tarifas ligadas à Rússia, entre as quais as penalizações a compras de energia da Rússia.

“Embora a perspetiva de um aumento do fornecimento de gasóleo russo ofereça algum alívio teórico, os operadores parecem muito mais focados no risco contínuo de maiores danos nas infraestruturas energéticas em toda a região do Golfo”, referiu o analista da KCM Trade, Tim Waterer, citado pela Reuters.

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