Luis Todo Bom, Gestor de Empresas

Crimes ambientais

Os crimes ambientais, de abate de sobreiros para a construção de parques fotovoltaicos de grande extensão de terreno, no nosso país, em particular, no Alentejo, prosseguem tranquilamente.

Prosseguem, tranquilamente, os crimes ambientais, de abate de sobreiros para a construção de parques fotovoltaicos de grande extensão de terreno, no nosso país, em particular, no Alentejo.

Acelerando a desertificação daqueles territórios.

Aprovados, com o compromisso de plantação de novos sobreiros, noutras áreas do país.

Estabelecendo uma correlação falaciosa entre estes dois projectos de investimento.

Ignorando os anos que um sobreiro demora a crescer.

Aumentando a capacidade instalada, que já é excessiva, de produção intermitente de energia eléctrica.

Penalizando todo o nosso sistema produtivo, em particular, a indústria.

Suportado pelo lobby das energias renováveis, constituído por indivíduos muito ricos, que enriqueceram à custa de todos nós, cidadãos e empresas, com preços de venda da energia elevados e garantidos.

Entretanto, o programa de utilização de painéis fotovoltaicos, para a produção de energia eléctrica, em ilhas de produção e auto – consumo, avança a passos de caracol, com verbas ridículas atribuídas pelos fundos estruturais.

Contam-se pelos dedos os parques industriais com investimentos relevantes nestes projectos, por parte de empresas de energias renováveis.

As rentabilidades não são tão atractivas.

Os nossos ambientalistas, que contestam a exploração de lítio no Norte do país, porque degrada a paisagem e o património natural daquela região, afectando potenciais desenvolvimentos turísticos, no futuro, estão em completo silêncio em relação a estes parques fotovoltaicos de grande extensão.

Cujo impacto na paisagem e na natureza, é muito maior.

E em áreas com muito maior potencial turístico.

O silêncio dos nossos responsáveis florestais, que assistem impávidos à destruição de espécies autóctones, só é explicável, também, pela dimensão do lobby das energias renováveis.

Que mantém uma propaganda intensa e constante sobre as vantagens doi incremento da capacidade instalada destas fontes de energia intermitente, escondendo os seus efeitos negativos.

Com enormes prejuízos para todo o país, actuais e futuros.

Mas tenho poucas esperanças que os nossos líderes políticos, tenham coragem para os enfrentar, pugnando por uma política energética racional, que promova o crescimento, em particular da nossa indústria, pela conservação das nossas florestas tradicionais e pela preservação efectiva da nossa paisagem.

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