Universidade de Lisboa lidera em Portugal na colaboração entre universidades e empresas

A nível mundial, a instituição alcança a 275.ª posição entre 1.038 universidades, enquanto no contexto europeu ocupa o 119.º lugar entre 388 instituições avaliadas.

Universidade de Lisboa lidera em Portugal na colaboração entre universidades e empresas
Universidade de Lisboa lidera em Portugal na colaboração entre universidades e empresas

A Universidade de Lisboa (ULisboa) ocupa o primeiro lugar em Portugal no Industry Collaboration Index (ICI) 2026, elaborado pela Global Research Partnerships, que avalia a colaboração entre instituições de ensino superior e empresas. A nível mundial, a instituição alcança a 275.ª posição entre 1.038 universidades, enquanto no contexto europeu ocupa o 119.º lugar entre 388 instituições avaliadas.

O índice analisa a ligação entre a investigação académica e o setor empresarial, tendo por base a produção científica conjunta e as relações de investigação documentadas. Entre 2021 e 2025, a ULisboa registou 1.097 publicações científicas em coautoria com empresas, envolvendo um total de 544 grupos empresariais.

Deste universo, 187 empresas colaboraram com a universidade em pelo menos dois trabalhos científicos, enquanto 44 mantiveram relações de colaboração particularmente consistentes ao longo do período analisado. A diversidade das parcerias alcançou o percentil 89 e a dimensão da rede de colaboração empresarial situou-se no percentil 79.

Entre os parceiros com maior número de publicações conjuntas destacam-se empresas portuguesas como a Bial, Hovione, PLUX, Terraprima e NZYTech, bem como grupos internacionais de referência, incluindo AstraZeneca, Pfizer, Novartis e Johnson & Johnson. Cerca de 24% dos trabalhos científicos envolveram organizações sediadas em Portugal, demonstrando a relevância da ULisboa na aproximação entre a investigação académica e o tecido empresarial nacional.

Para Luís Ferreira, reitor da Universidade de Lisboa, os resultados refletem a estratégia institucional de reforço da inovação, da valorização do conhecimento e do impacto da investigação científica.

“A colaboração com empresas permite identificar desafios comuns, desenvolver projetos conjuntos, formar recursos humanos e aproximar a produção científica dos contextos em que pode ser aplicada”, sublinha o responsável.

O reitor considera ainda que o índice permite identificar oportunidades para intensificar relações e consolidar parcerias duradouras, contribuindo para reforçar a transferência dos resultados da investigação para a sua aplicação económica e social.

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