A Universidade de Lisboa (ULisboa) anunciou esta quinta-feira, 23, que vai investir mais de 20 milhões de euros na criação de uma das maiores infraestruturas digitais do ensino superior português. O projeto é desenvolvido em parceria pelo Instituto Superior Técnico (IST), Faculdade de Ciências (Ciências), Gulbenkian Institute for Molecular Medicine (GIMM) e a Reitoria da ULisboa.
O investimento contempla a criação de uma infraestrutura distribuída, assente em dois novos data centers: um no campus de Oeiras do Instituto Superior Técnico, no Taguspark, e outro no campus da Faculdade de Ciências, na Cidade Universitária.
Os data centers vão permitir “aumentar significativamente” a capacidade tecnológica atualmente disponível na instituição, “ficando preparados para uma expansão substancial” ao longo do tempo. A conclusão está prevista para outubro de 2028.
“As novas infraestruturas irão suportar serviços avançados de inteligência artificial, computação avançada e armazenamento seguro de dados”, adianta a Universidade.
A plataforma apoiará escolas, centros de investigação e laboratórios da instituição, dando resposta ao crescente volume de informação científica gerada em áreas como a saúde, a biotecnologia, a medicina de precisão, a investigação clínica, a descoberta de novos fármacos e a vigilância epidemiológica.
Um dos principais eixos do projeto é a criação e alojamento de uma cloud soberana, que permitirá armazenar e processar dados científicos em infraestruturas geridas pela própria Universidade. Concebida para cumprir elevados padrões de segurança, disponibilidade e governação de dados, a cloud “será especialmente relevante para projetos que trabalham com informação sensível e de elevada complexidade”.
A infraestrutura estará também ao serviço do Ecossistema de Inovação ULisboa, apoiando empresas, PME, startups, spin-offs e parceiros industriais. O objetivo é promover a transferência de conhecimento entre a academia e o tecido empresarial, acelerar o desenvolvimento de novas soluções tecnológicas e reforçar a capacidade da Universidade para transformar investigação científica em inovação, novos produtos e serviços.
O investimento resulta da aprovação das candidaturas ULISBOA CORE – Computational Omics for Resilient Economies e ULISBOA CORE+ – Sovereign AI4Science Cloud for Bio-Digital Data, no âmbito do Programa Regional Lisboa 2030.