Trump quer criar portagem no estreito de Ormuz que vai pesar 15 dólares por barril

Presidente dos EUA anunciou reabertura do estreito de Ormuz com cobrança de taxas, mas medida está a ser criticada por provocar aumento no preço do petróleo.

Trump quer criar portagem no estreito de Ormuz que vai pesar 15 dólares por barril
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O presidente norte-americano anunciou hoje a criação de uma portagem no estreito de Ormuz. O barril está a disparar quase 9% para mais de 82 dólares nos mercados internacionais.

Donald Trump disse que vai impor uma taxa de 20% sobre toda a carga que atravesse o estreito de Ormuz.

E garantiu que o estreito estava reaberto à navegação e que também vai impor um bloqueio marítimo ao Irão.

“Os EUA vão ser, a partir de agora, conhecidos como os ‘Guardiões do Estreito de Ormuz’ e como tal vão ser reembolsados a uma taxa de 20% por cada carga, para cobrir todos os custos necessários de providenciar segurança nesta parte muito volátil do mundo”, escreveu o presidente nas redes sociais.

“Uma taxa de 20% sobre o petróleo transportado pelo estreito de Ormuz” equivale a “um custo adicional de 15 dólares por barril”, estimou Ian Bremmer da Euroasia Group, consultora especializada em risco geopolítico.

Se o bloqueio naval avançar, “é quase certo que o Irão vai fechar o estreito ao trânsito não-iraniano”, alertando que a ação dos Houthis do Iémen no Mar Vermelho também poderá ser um problema.

As Nações Unidas já criticaram a intenção: “Somos firmemente contra a cobrança de qualquer taxa pela passagem em estreitos usados para a navegação internacional. Não existe base legal”, segundo a agência IMO da ONU, dedicada ao setor marítimo.

“Bem-vindos à era em que o presidente dos EUA tenta impor portagens em navios a passar no estreito de Ormuz”, reagiu o especialista em energia Francesco Sassi.

“Esta mensagem do presidente Trump é a melhor lembrança de que os mercados de energia nunca vão regressar aos seus níveis pré-guerra, à medida que Washington tenta agir como um mercenário guardando o estreito enquanto extrai concessões financeiras dos países do Golfo”, de acordo com o professor da Universidade de Oslo, recordando que os EUA chegaram a ser uma “nação que salvaguardava a liberdade de negócio e de navegação a nível global”, mas que agora quer “extorquir taxas”.

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