Trump desvaloriza alegado fornecimento de informações chinesas ao Irão

“Quando dizem que a China nos espia, eu digo: têm razão, e nós também os espiamos”, afirmou Trump aos jornalistas a bordo do avião presidencial Air Force One, um dia depois de o jornal Wall Street Journal noticiar a alegada partilha de informações entre entidades chinesas e iranianas.

Trump desvaloriza alegado fornecimento de informações chinesas ao Irão
epa13095061 US President Donald Trump arrives at Esenboga Airport ahead of the 2026 NATO Heads of State and Government Summit in Ankara, Turkey, 07 July 2026. The summit will take place on 07 and 08 July, focusing on strengthening defense industrial production and securing long-term military aid for Ukraine. EPA/DOGUKAN KESKINKILIC / POOL

O Presidente norte-americano, Donald Trump, desvalorizou hoje informações de que entidades chinesas terão fornecido a Teerão imagens de satélite de uma base militar na Jordânia antes e após um ataque iraniano que matou três soldados norte-americanos.

“Quando dizem que a China nos espia, eu digo: têm razão, e nós também os espiamos”, afirmou Trump aos jornalistas a bordo do avião presidencial Air Force One, um dia depois de o jornal Wall Street Journal noticiar a alegada partilha de informações entre entidades chinesas e iranianas.

“É isso que fazemos. Basicamente, eles fazem o que nós fazemos”, acrescentou o Presidente norte-americano.

Em 17 de julho, o Irão lançou mísseis contra a base aérea de Muwaffaq Salti, na Jordânia, onde estão estacionadas forças norte-americanas. Três soldados dos Estados Unidos morreram no ataque.

Responsáveis norte-americanos não identificados citados pelo Wall Street Journal não especificaram quais as entidades chinesas envolvidas nem sugeriram que o Governo chinês fosse diretamente responsável.

Segundo o jornal, responsáveis norte-americanos abordaram a questão com homólogos chineses, que pediram provas da transferência das imagens de satélite e não reconheceram o envolvimento de empresas chinesas no seu fornecimento a Teerão.

Em maio, Washington impôs sanções a três empresas de satélites sediadas na China, acusando-as de facilitarem operações militares iranianas.

A China é um dos principais parceiros económicos do Irão e compra uma parte significativa da produção petrolífera iraniana, sendo também um importante apoio diplomático de Teerão.

Está prevista para o final de setembro uma visita de Estado do Presidente chinês, Xi Jinping, aos Estados Unidos.

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