Três em cada cinco portugueses admitem queda no poder de compra

De acordo com um estudo da EY, 63% reconhecem que o seu poder de compra recuou e são quase tantos os que apontam baterias à análise da relação custo/benefício na hora de comprar determinado produto.

Três em cada cinco portugueses admitem queda no poder de compra
Cristina Bernardo

A vasta maioria (85%) dos portugueses preocupa-se com a acesso a produtos essenciais, ao passo que mais de três em cada cinco (63%) admitem que a inflação está a fazer recuar o seu poder de compra.

As conclusões são de uma sondagem de opinião da EY, que permite tirar ilações acerca daquilo que poderão representar os períodos da Black Friday e do Natal que se aproximam e em que o volume de compras é, por hábito, superior à média do resto do ano. A análise pode juntar-se o próximo ano, no qual é expectável que a inflação continue a baixar, como resultado da subida dos juros.

O preço continua a ser o principal fator na maioria das compras, de tal forma que dois terços dos inquiridos dizem não sentir necessidade de acompanhar as tendências da moda. Em simultâneo, 59% levam em atenção a relação custo/benefício naquilo que consomem e são menos de metade (41%) os portugueses que estariam dispostos a pagar um valor adicional por produtos que promovem saúde e bem-estar.

Com o digital cada vez mais presente na vida dos consumidores, 86% reconhecem que usam aplicações de navegação e 85% gerem o seu dinheiro através do website ou aplicação do banco e pagaram compras online com cartão de crédito ou débito.

Por outro lado, as tecnologias trazem desvantagens e, nesse sentido, questões como o roubo de identidade, fraude e phishing lideram as preocupações, mencionadas por 84% dos inquiridos. Seguem-se problemáticas ligadas a eventual violação de dados pessoais, com 82%.

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