Estamos, agora, a assistir ao espectáculo dos comentadores da guerra nos diferentes canais portugueses, que servem, no essencial, para preencher o vazio noticioso.
O crescimento da extrema-direita europeia é um recurso histórico-político que emerge sempre na ausência de um projecto político capaz de preservar o bem-estar europeu e recolocar a Europa no centro gravitacional do mundo.
Teve uma infância "muito feliz" e uma família que sempre a empoderou, a si e ao irmão. Nunca pensou vir, um dia, a dar aulas, mas desafiada a fazê-lo, desbrava o prazer de aprender a ver através do olhar dos seus alunos.
Hoje, a receita mediática só conhece retas informativas, não há curvas: declaração, reação das corporações, as frases dos ofendidos, esfrega-se tudo até fazer ferida, nasce a polémica, junta-se alguma análise e fim da suruba. O dia inteiro assim. Embriagados de inutilidade.
Temos líderes pigmeus em densidade política e capacidade de afirmação. E, com isso, um vazio nas sociedades contemporâneas que será ocupado por discursos pouco racionais.
Sentir o pulso ao eleitorado é especialmente difícil quando as pessoas interpretam a realidade de acordo com o seu nicho social ou intelectual, eliminando factos e indícios que não encaixam na sua narrativa.