Segundo a “BBC”, o governador afirmou que o BoE está a acompanhar os volumes de recursos que estão a ser investidos em IA, sendo que nem todos “saem a ganhar”.
Esta é a segunda subida dos juros em três meses, e contou com uma votação de sete a dois. Assim o banco junta-se à Reserva Federal e ao Banco Central Europeu (BCE) na retoma da subida das taxas de juro.
"Vai estar muito dependente de como os preços da energia evoluem", explicou Joachim Nagel no dia a seguir à subida de 25 pontos base (pb) pelo BCE. O governador alemão considerou ainda que os 2,5% de referência correspondem ao limite superior da taxa neutra, um conceito que Lagarde havia desvalorizado no dia anterior como "altamente conceptual".
Há uma grande agitação nos mercados da dívida de olhos postos numa Casa Branca belicista. O epicentro da pressão sobre a inflação e juros. Soam os alarmes: o mais provável é ter juros altos por muito tempo.
A bitcoin é um ativo muito sensível à liquidez, às taxas de juro reais, ao dólar e ao apetite pelo risco. Esses mesmos fatores também afetam significativamente as ações de software.
"Vamos cumprir o objetivo estipulado de 2%", resumiu, lembrando que a credibilidade do banco central depende da sua capacidade de cumprir o seu mandato e objetivos. No entanto, e face a uma inflação de 3,5% na leitura mais recente, os juros não mexeram - contra a vontade de três dissidentes.
Os investidores aguardam com expectativa a publicação, na quinta-feira, do índice PCE em maio, um dos indicadores preferidos da Reserva Federal (Fed) para medir a evolução dos preços. Os analistas apontam para uma maior pressão inflacionista mesmo incluindo as rubricas mais voláteis como os preços dos alimentos e energia.
As subidas seriam de 25 pontos bases e ocorreriam em setembro, outubro e novembro, atingindo os 4,50%. O Bank of America prevê que a Fed "mantenha as taxas inalteradas" em 2027.
O Banco Central Europeu cometeu mais um erro de política monetária. A inflação tem origem exógena e encarecer o crédito significa deprimir ainda mais a atividade e dificultar a atuação dos governos.
O BCE, que teve uma ação muito importante em 2022 [na anterior crise energética], entendeu dar este primeiro sinal ao mercado, mas veremos nos próximos meses. Eu mantenho a minha opinião de que podia não ter dado este sinal e não era absolutamente necessário, mas respeito naturalmente o mandato e a independência do BCE”, disse Joaquim Miranda Sarmento.
O Banco Central Europeu (BCE) vai reunir-se esta quarta e quinta-feira e a expectativa dos analistas aponta para uma subida dos juros em 25 pontos base.
De acordo com o Instituto Nacional de Estatística (INE), trata-se da primeira subida desde janeiro de 2024, interrompendo um ciclo de 25 meses consecutivos de quebra da taxa de juro implícita nos contratos de crédito à habitação, que reflete a relação entre os juros totais vencidos num determinado mês e o capital em dívida no início desse período antes de amortização.
"Esperamos que o BCE aumente as taxas em cerca de 50 pontos base em 2026 para manter uma postura monetária neutra. Depois, em 2027, as taxas poderão voltar a descer", disse o responsável pelo departamento europeu do FMI.
Economistas e analistas afastam, para já, mexidas nas taxas ao longo de 2026. Christine Lagarde deverá endurecer tom e dar garantias de que Frankfurt está preparado para atuar se a inflação disparar.
No ano passado foi bem mais fácil prever o curso da política monetária. Na verdade, acertamos em cheio nas previsões, antevendo que o Banco Central Europeu iria cortar taxas de juro até meados de 2025, até aos 2%, nível perto do qual também iriam estacionar as Euribor. A previsão de que poderíamos ter taxas Euribor […]
A energia deu um contributo menos negativo do que noutros meses, mas o BCE até agradecerá a ligeira subida do indicador, que cimenta nova reunião sem mexidas em dezembro.