Num mundo em que os estreitos se fecham selectivamente, o valor de uma fachada atlântica sobe sem o país mover um dedo, e quem a tem ou a rentabiliza ou vê outros usá-la.
Agentes de navegação e especialista em economia do mar alertam que Sines vai ser prejudicado a curto prazo com as novas regras ambientais europeias. O porto alentejano, que beneficiou com a guerra no Médio Oriente, arrisca perder contentores para África quando a rota do Cabo já não for um “amortecedor”.
Em dezembro o movimento no Suez caiu 50% e o FMI estima um impacto de quase 0,7 pontos na inflação para uma duplicação do custo dos fretes. Daí a importância de manter o Mar Vermelho aberto.