O grupo com sede em Tóquio alocará os lucros provenientes desta entrada em bolsa aos seus fundos de reserva, depois de ter registado perdas significativas dos últimos dois anos devido à desvalorização dos investimentos no sector da tecnologia.
O novo fundo já foi aprovado pelas autoridades chinesas, sendo que o ministério das Finanças da China planeia contribuir com mais de oito mil milhões de dólares. O desejo é que este seja o maior de três fundos lançados pelo Fundo de Investimento da Indústria da China.
De acordo com a Semicondutor Industry Association (SIA), a principal associação norte-americana de fabricantes de semicondutores, revelou à Bloomberg que a Huawei já adquiriu duas fábricas e está a construir mais três, e alerta que as fábricas são operadas através de empresas diferentes.
Thierry Breton, Comissário Europeu para o Mercado Interno, mostrou-se otimista quanto à "conquista" de autonomia em relação à Ásia e aos Estados Unidos no sector dos semicondutores pelo bloco europeu, que tem mira apontada aos 20% da quota do mercado de semicondutores até 2030, face aos atuais 9%.
TSMC anunciou a construção de uma fábrica de semicondutores na cidade alemã de Dresden, nas margens do rio Elba, onde a Bosch já havia instalado uma unidade desses componentes em 2021, naquele que foi o maior investimento individual feito pela empresa alemã (mil milhões de euros) em 130 anos de história.
Objetivo passa por “criar as condições para o desenvolvimento de uma base industrial europeia no domínio dos semicondutores, atrair investimentos, promover a investigação e a inovação e preparar a Europa para uma eventual futura crise de abastecimento de ‘chips’”.
O objetivo é “criar um ambiente favorável aos investimentos em ‘chips’ na Europa, acelerando os procedimentos de autorização e reconhecendo a sua importância crítica”, assinala o Parlamento Europeu em comunicado.
Espanha foi o país escolhido para a instalação de uma fábrica de semicondutores por causa da lei do governo de Pedro Sánchez, o Perte Chip, mas também pela Lei Europeia de Chips.
“A Guerra dos Chips” revela como a China tenta alcançar a supremacia nos semicondutores, enquanto os Estados Unidos se posicionam para impedir o país asiático de ganhar a dianteira.
Depois de um passo atrás, o governo alemão e a fabricante norte-americana preparam-se para assinar o protocolo para a construção da fábrica de semicondutores. Esta fábrica faz parte de um investimento significativo de 73 mil milhões de euros da Intel para a Europa.
“Não há mais dinheiro disponível no orçamento. Agora estamos a tentar consolidá-lo”, disse Christian Lindner, em entrevista ao jornal britânico “Financial Times” sobre o reforço dos apoios ao investimento de 17 mil milhões de euros da tecnológica norte-americana na cidade de Magdeburg.
“Os produtos da Micron têm um sério risco relativo, o que constitui um perigo de segurança significativo para a infraestrutura crítica de informações chinesa e pode afetar a segurança nacional”, pode-se ler num comunicado da Administração Chinesa de Cibersegurança.
Perante os receios ligados à situação geopolítica e à capacidade das tecnologias de inteligência artificial (IA), são várias as companhias tecnológicas que vêem o seu valor cair nos mercados, durante a sessão desta quarta-feira. A situação está ligada à decisão do Japão de se juntar aos EUA nas sanções económicas à China.