A desaceleração no crescimento económico global, especialmente nas principais economias pode ser um sinal de alerta. E a tensão crescente no Médio Oriente só irá aumentar a volatilidade económica global.
Em causa está a subida dos juros por parte dos bancos centrais, que tem feito abrandar o ritmo das diferentes economias, ao mesmo tempo que gera dificuldades acentuadas nas empresas
O presidente do Eurogrupo, Paschal Donohoe, afasta um cenário de recessão em Portugal pela “boa forma” das finanças públicas portuguesas, considerando que a economia do país está “muito bem posicionada” para enfrentar um crescimento mais baixo após “progressos notáveis”.
As exportações caíram para 281,8 mil milhões de dólares (256,4 mil milhões de euros), depois da descida de 12,4% registada em junho, indicaram dados das Alfândegas chinesa.
Bob Michele alertou para as semelhanças entre a acalmia atual dos mercados e aquela que antecedeu a crise económica de 2008. Os sinais, alerta este especialista, são preocupantes.
Richard Galanti, CFO da cadeia de supermercados norte-americana Costco, refere que já se notam algumas alterações no consumo dos americanos, nomeadamente ao optarem por carnes mais baratas e produtos de marca branca.
Ao apertar os cintos, os alemães abdicaram de comprar carros novos, o que fez com que a indústria automóvel, um dos principais motores da economia, caísse no primeiro trimestre.
Foram três os bancos norte-americanos de enorme dimensão que divulgaram as contas do primeiro trimestre nesta sexta-feira e são notórias as subidas das respetivas almofadas. Na próxima semana, pode ser dada continuidade a esta tendência, com outros gigantes a comunicarem as contas.
É indispensável contrariar a recessão económica, mas tal não pode ser feito à custa de meter na gaveta o combate contra as alterações climáticas. São dois males maiores.