O grande risco, 32 anos depois do relatório Porter e da sistematização da ideia dos clusters, é que o estudo encomendado pela CIP e pelo IDL, e patrocinado por 30 empresas, fique na mesma gaveta.
O problema é estrutural. E não pode deixar de ser entendido como expressão de uma cultura política que se instalou e que tem negligenciado, sistematicamente, aquilo que devia ser uma preocupação maior do Estado: zelar pela segurança e coesão da Comunidade.
A Europa está comprometida em aumentar os investimentos em defesa. Portugal deve estar alinhado com essas metas. Todavia, de nada serve anunciarmos investimentos na área da defesa se depois não os fizermos.
Assumir a ação climática como prioridade efetiva, e o ambiente como fator de coesão territorial, é contribuir para a diminuição dos impactos socioeconómicos nas pessoas e nas desigualdades no nosso território.
Se a ciberdiplomacia ainda é vista, em vários Ministérios dos Negócios Estrangeiros desse mundo fora, como uma pasta aborrecida, nos EUA já se está a consolidar como uma dimensão prioritária da ação exterior.