Esta “reforma” foi anunciada como trazendo “processos mais simples, rápidos e previsíveis”. É um bom título. Como quase todos os bons títulos, vale sobretudo pelo que deixa de fora.
Na Alemanha, as urnas voltaram a produzir aquilo que as democracias, por vezes, produzem de forma particularmente desconfortável: surpresa, fragmentação e castigo.
Uma sucessão de acontecimentos aponta para a erosão do ativo estratégico mais importante que sustentou a ordem internacional construída pelo Ocidente desde 1945: a previsibilidade.
A confiança não será restaurada em semanas nem meses. Exigirá tempo. Exigirá previsibilidade. No fundo, memorando representa algo mais profundo do que um simples acordo diplomático. Representa o reconhecimento mútuo dos limites do poder.
Portugal e a Europa devem agora focar-se em estratégias robustas para apoiar as suas empresas, incentivar a inovação e garantir que a estabilidade conquistada não se traduz em estagnação.
A luta partidária, nomeadamente o incentivo à contestação social, pode ser um obstáculo à transformação e adaptação de Portugal à nova realidade económica e política mundial.
É crucial a promoção da ligação da IF à Academia. Todavia, em Portugal, há uma enorme dificuldade em gerar valor acrescentado com a inovação em resultado da forma como se relacionam as empresas e as universidades.