No mercado cambial o Julius Baer refere que a fraqueza do dólar a longo prazo continua a ser o seu cenário base, mas alerta que o caminho para a recuperação do euro "pode ser árduo".
O petróleo caiu mais de 5% com acordo entre Estados Unidos e Irão. O brent descia 4,91% para os 83,04 dólares por barril e o crude desvalorizava 5,37% para os 80,32 dólares. Na sessão anterior o brent e o crude estavam nos 87 dólares e nos 84 dólares. Ouro e prata beneficiaram com pausa no conflito no Médio Oriente.
De acordo com dados da Bloomberg, às 09:30 em Lisboa, a onça ‘troy’ de ouro descia 2,21% e cotava-se a 4.166,9 dólares, caindo para o seu nível mais baixo desde 23 de março passado.
O HSBC prevê que a matéria-prima atinja uma média de 75 dólares e de 68 dólares em 2026 e 2027 face aos anteriores 68,25 dólares e 57 dólares para os mesmos anos.
O ouro transaciona com uma quebra de 6,03% para os 4.331 dólares, eliminando os ganhos gerados este ano, enquanto que a prata desliza 6,87% para os 64,87 dólares.
Curgete e bacalhau foram os produtos que mais subiram, mas se o estreito de Ormuz continuar fechado, a crise de abastecimento de fertilizantes pode fazer disparar ainda mais os preços.
Às 07:00 de hoje (06:00 em Lisboa), segundo dados da Bloomberg compilados pela agência de notícias espanhola EFE, o preço do Brent, referência europeia, para entrega em maio subiu 2,98% para 80,02 dólares.
De acordo com dados da Bloomberg compilados pela agência de notícias espanhola EFE, o preço do ouro subia 1,9% às 07:15 (06:15 em Lisboa), cotado a 5.378,88 dólares por onça.
Analistas ouvidos pelo JE referem que a prata e o alumínio podem ser destaque, em 2026, no que diz respeito às matérias-primas. Ouro e cobre tinham tido uma valorização de 66% e 42% em 2025.
As preocupações com a independência da Reserva Federal norte-americana (Fed) e o aumento dos prémios de risco sobre os ativos norte-americanos "podem acrescentar volatilidade, o que sustenta a procura de ouro" para investimento até 2026, defenderam os analistas do ANZ, citados pela publicação financeira Investing.
O receio de uma queda ainda mais acentuada nos preços está a acentuar a correção nos preços do ouro. Após registar o pior dia em mais de quatro décadas na sexta-feira, o metal precioso caiu mais 8%, recuando para cerca de 4.400 dólares a onça. Em dois dias, perdeu mais de 1.000 dólares a onça.
Na sexta-feira a prata caiu 30% naquele que foi o seu pior dia desde março de 1980, refere a CNBC, enquanto que o ouro (mercado spot) apresentou uma quebra de 9%, na maior queda num dia desde 1983, assinala a BBC.
As tarifas comerciais, a incerteza política e geopolítica, os juros ainda elevados e o aumento dos preços das casas reforçaram a cautela dos consumidores, resultando numa redução de compras de bens duradouros e imóveis.
Desde o início de 2026, o ouro já ganhou mais 7%, enquanto a prata disparou mais de 26% à boleia das tensões geopolíticas, inflação elevada e preocupações dos investidores com a independência dos bancos centrais.
A IA, o ouro e a prata levaram algumas ações a renovar máximos históricos, como a mineradora mexicana Fresnillo, que disparou mais de 400% este ano. Entre as cotadas com pior desempenho nos mercados globais estão empresas do setor do retalho e private-equity.