O comprador com alternativas detém a alavanca sobre o vendedor pressionado por necessidades orçamentais. Xi Jinping não precisa de oferecer concessões políticas, pode simplesmente gerir o tempo.
Moscovo precisa de ser forçada a fazer concessões reais, refere a chefe da diplomacia da União, Kaja Kallas, que anunciou ainda a possibilidade da nomeação de um enviado especial do bloco. Entretanto, a União prepara mais um pacote de sanções, o 20.º.
“Os Estados-membros terão de apresentar planos de diversificação com medidas e marcos específicos para a eliminação progressiva das importações de gás e petróleo russos”, indica o executivo comunitário numa proposta hoje apresentada à imprensa à margem da sessão plenária do Parlamento Europeu, na cidade francesa de Estrasburgo.
Em vista está o propósito de causar dificuldades à economia russa, em função da guerra com a Ucrânia, nos últimos dias da administração liderada pelo democrata.
Os descontos no petróleo russo fizeram aumentar o interesse que chega da China, enquanto que a possibilidade de recorrer a intermediários permite contornar as sanções aplicadas à Rússia.
Esta atividade ilícita acontece num momento em que o barril de petróleo russo tem um preço máximo fixado nos 60 dólares, enquanto o brent e o crude já ultrapassam os 90 dólares. Negócio rendeu 48 mil milhões de dólares no ano passado.
Os preços do petróleo estão a subir acima de 1%, depois de a Rússia e a OPEP+ chegarem a um consenso sobre novo corte de um milhão de barris diários para um período de três meses.
O país parece ter entrado em modo dual. Um lado da economia afirma-se pujante e desafia o ritmo de crescimento europeu, e outro parece condenado a seguir em último e sem capacidade de recuperação.