O risco não é apenas perder empregos para a IA. É eliminar as oportunidades onde se aprende uma profissão — e depois exigir humanos capazes de supervisionar as máquinas.
O confronto com perspectivas divergentes não é uma ameaça, mas um instrumento de expansão cognitiva. O desconforto gerado pela discordância é fértil: obriga-nos a rever, ajustar ou reforçar os nossos argumentos.
Nova reitora revela ao Jornal Económico as prioridades estratégicas para o mandato de quatro anos. Destaque para o reforço da interdisciplinaridade e a permanente ligação à sociedade e ao tecido económico.
Urge desenvolver o pensamento crítico transversalmente para desenvolver a sociedade, não meramente a tecnologia e a economia. Deve ser um elemento libertador do indivíduo e não desenvolvido de forma redutora com o fim de adaptar o indivíduo à máquina.
Enquanto na Europa domina uma visão da cultura como setor estratégico para o desenvolvimento regional e local, que contribui para a redução de desigualdades, em Portugal a Cultura vive em permanente crise existencial.
Prevê-se que a AGI, a Inteligência Artificial Geral, possa chegar antes de 2030 e, com ela, a possibilidade de os computadores aprenderem, compreenderem e resolverem problemas com a mesma autonomia da inteligência humana.
Quais as verdadeiras consequências de não haver uma política científica estruturada, bem como um investimento consequente na ciência e, acrescente-se, no cronicamente suborçamentado Ensino Superior?
Mencionamos muitas vezes a preocupação com a desinformação, e a necessidade de construir bases sólidas para a formação de conhecimento. Mas raramente se chama a atenção para a importância da capacidade de se saber interpretar adequadamente.
O sistema educativo deve ser equilibrado, fornecendo, para além da promoção do empreendedorismo, uma base sólida em várias disciplinas e habilidades essenciais, como o pensamento crítico.
A Inteligência Artificial veio para moldar o futuro, pelo que importa saber como potenciar, e não substituir, a capacidade única de pensar e agir do ser humano.
A Europa abdicou de lutar pela sua cultura, ou seja, pela sua maneira de pensar, pelas suas estruturas mentais, entregando-se ao facilitismo de um pensamento primário que não serve o pensamento crítico.
São três, os principais eixos desta abordagem: serviço comunitário, conexão curricular, reflexão. Um ciclo de teorias, práticas e ferramentas de reflexão que fomentam o pensamento crítico.
Na prática, o que hoje conta para o mercado de trabalho na Universidade, mas não só, é a especialização. E, claro, a quantidade. Sem romper com um pensamento que não seja alinhado, copiado, baseado em algo já existente.