A Europa dispõe de poupança; falta canalizá-la para a economia real. O Fundo Europeu de Investimento pode ajudar como investidor-âncora: a sua entrada num fundo é um sinal de confiança que atrai capital privado.
A presidente cessante da Comissão Europeia e candidata a continuar discursou antes da votação no Parlamento Europeu que decidirá se é ou não reeleita para um novo mandato.
Com o Parlamento Europeu renovado - e em grande agitação por causa da Ucrânia - a reeleição da alemã pode não ser tão fácil como as demoradas negociações de bastidores sugerem. Há cinco anos, foi eleita por apenas nove votos.
Fundador e CEO da empresa portuguesa iServices, Bruno Borges, foi entrevistado para o podcast "JE Entrevista" e falou do plano de crescimento da marca adquirida pela Worten, em 2019, e do "direito à reparação" de aparelhos tecnológicos, aprovado pelo Parlamento Europeu em abril.
“Em nome do Governo português, envio uma palavra de felicitação a Roberta Metsola, reeleita hoje presidente do Parlamento Europeu com uma taxa de aprovação superior a 90%, o que é um registo histórico. Quero acreditar que estamos perante um sinal de que todos os titulares do mandato no Parlamento Europeu estarão à altura do mandato, tendo em vista a formalização de todas as equipas diretivas das instituições europeias”, declarou o primeiro-ministro.
Roberta Metsola foi hoje reconduzida no cargo até ao início de 2027 com uma maioria de 562 votos e por aclamação, na sessão plenária da assembleia europeia.
A reeleição ocorreu no arranque da primeira sessão plenária do novo mandato da assembleia europeia, na cidade francesa de Estrasburgo, com Roberta Metsola – que foi proposta pelo Partido Popular Europeu – a arrecadar 562 votos a favor.
O nome mais provável para continuar à frente da instituição é o da maltesa Roberta Metsola, que assumiu o cargo em janeiro de 2022, uma vez que, de acordo com várias fontes europeias, é o que recolhe mais apoio entre os parlamentares, numa votação secreta que requer a maioria absoluta dos votos válidos expressos, isto é, 50% dos eurodeputados mais um (361 dos 720).
O Parlamento Europeu vai, na sessão plenária da próxima semana, eleger o novo presidente na primeira parte do novo mandato e decidir se aprova Ursula von der Leyen para segundo mandato à frente da Comissão, ainda não garantido.
No final da primeira reunião presencial entre os Estados-membros, o impasse continua e António Costa ainda não é presidente do Conselho Europeu. Talvez mais para o final do mês. Talvez só por meio mandato.
Roberta Metsola já apresentou a sua candidatura para recondução no cargo, tendo o prazo terminado ao meio-dia, e que é votado pelos seus pares no hemiciclo.
A hierarquia dos partidos que resulta das eleições para o Parlamento Europeu é muito idêntica que saiu das legislativas. OPS venceu, mas está praticamente empatado com a AD. O Chega é terceiro, mas caiu para quase metade. A IL subiu. BE e PCP perderam. PAN saiu.
Segundo a primeira projeção, divulgada esta noite, o PPE (que integra PSD e CDS-PP) mantém-se como a principal força política europeia, seguido pelo grupo dos Socialistas e Democratas (S&D, inclui o PS), que conquistou 135 lugares e continua como segunda maior bancada.
A ameaça nuclear entrou no cenário da guerra na Ucrânia, numa altura em que a NATO mas não os países da NATO não podem confundir-se. Enquanto isso, a a poucos dias das eleições para o Parlamento Europeu, Nigel Farage, o britânico que assustou a Europa, quer voltar ao parlamento do seu país, num quadro em que os trabalhistas arriscam uma vitória esmagadora. Veja a análise do embaixador Francisco Seixas da Costa.
A política, na definição de Bismarck, debatida todas as semanas com sentido crítico e uma boa dose de ironia por António Saraiva, Luís Osório e Vera Gouveia Barros. Nesta edição, abordamos o novo plano Plano de Ação para as Migrações e fazemos um balanço da campanha para as europeias.
Já votaram 225 mil eleitores, por antecipação, e os partidos reconhecem que as europeias terão uma leitura nacional, mesmo que sem influência no quadro parlamentar ou na sustentação do governo.
“Estou confiante de que tenho o apoio de muitos líderes. Eles conhecem-me e sabem da minha experiência”, afirma hoje Ursula von der Leyen, falando com a Lusa, a Efe e a Bloomberg, que acompanharam a sua participação na ação de campanha da Aliança Democrática (AD) na quinta-feira no Porto.
“Queremos fazer em Bruxelas o que fizemos em Roma: construir o centro-direita também na Europa e mandar para a oposição os esquerdistas que causaram tantos danos ao nosso continente”, disse Meloni durante um comício na capital italiana que marcou o encerramento da campanha do seu partido, Irmãos de Itália (direita), para as europeias que se disputam dentro de uma semana.