Em Portugal ainda há quem proponha a redução da idade da reforma, o Chega. É um imposto sobre as novas gerações em formação, sob a capa de uma benesse aos votantes, cada vez mais velhos. É uma fraude.
Simone Veil foi convidada para falar perante uma plateia de jovens estudantes da École Normale Supérieure. Não como figura política de proa, mas sim como sobrevivente do “Shoah”, o termo hebraico usado para holocausto. "Nunca mais". Hoje e sempre.
Quando afirmou querer colocar o Reino Unido “no coração da Europa”, Starmer não estava apenas a fazer política externa. Estava a tentar redefinir a narrativa nacional britânica.
O modelo tradicional de posse começa a dar lugar a um modelo de utilização. Para uma parte crescente da população, sobretudo nas gerações mais jovens e nos grandes centros urbanos, o automóvel deixa de ser um ativo a possuir e passa a ser um serviço a aceder.
É necessário introduzir uma dimensão estratégica, de médio-longo prazo, que rompa com a cultura instalada de intervencionismo imediatista e de efeito rápido.
Talvez nos próximos 50 anos tenhamos de aprender a dar mais propósito à ação concreta. Aprender que sem compaixão pelo outro ou crença na nossa humanidade, não podemos cumprir a promessa de um mundo melhor.
Para nós, estas crises não devem constituir um espanto, na medida em que os sistemas políticos estão efectivamente desarticulados com a história dos seus próprios povos.
Na vertigem de progresso e de desenvolvimento, fomos certamente deixando assuntos por tratar. O interior desertificou-se, o novo não recuperou o antigo, os nossos territórios foram sendo abandonados...
O suposto caminho seria que cada geração tivesse uma vida mais confortável do que a anterior, cada uma com os seus próprios obstáculos a combater. Se por um lado é verdade, por outro observamos um retrocesso, nomeadamente, no ato de procurar casa para viver e poder constituir família.
Quanto mais depressa iniciarmos o debate sobre o evento extremo que é o envelhecimento, melhor, pois só assim se conseguirá minimizar os impactos para as diferentes gerações e garantir um amplo consenso na sociedade.
As expectativas face ao que possa sair da COP27 podem não ser as mais altas, mas ao ver a mobilização dos jovens só posso sentir esperança num futuro em que, mais cedo do que tarde, os responsáveis políticos vão ter de os ouvir.
É urgente executar uma reestruturação de políticas, ignorando diferenças ideológicas e partidárias, e retomar temas como a reforma do sistema eleitoral e a redução do peso do Estado na economia.
Estes dois processos, digitalização e procura da sustentabilidade, são o pano de fundo no quadro do qual se devem mover as políticas públicas, a nível estadual, regional e global.