A força partidária, que tem como cabeça-de-lista o líder do partido, Miguel Castro, diz que se apresenta a eleições com um "compromisso firme e um conjunto de medidas concretas para enfrentar os desafios estruturais" da Região.
O Chega Madeira já disse que pretende mover um processo em tribunal contra a Assembleia da Madeira por violação de dados. O Parlamento Regional reage com naturalidade à pretensão da força partidária e diz que documento que identifica ex-esposa de deputado da Assembleia da República como assessora foi solicitado pela deputada do Chega, Magna Costa. Esta nega, enquanto o líder do Chega Madeira rejeita acusações de Magna Costa e diz que o Parlamento não deveria ter acedido ao pedido de documentação feito pela deputada sem a autorização do líder parlamentar.
Na lista segue-se Manuela Gonçalves, Hugo Nunes, Celestino Sebastião, Roberto Gonçalves, Lília Faria, Ricardo Correia, Tiago Abreu, Renata Rocha, e Gil Rocha.
O JE teve acesso a um documento que indicava Maria do Carmo Gomes (ex-esposa do deputado do Chega na AR, Francisco Gomes), como assessora do grupo parlamentar na Assembleia Legislativa da Madeira atribuindo um salário mensal ilíquido de 3.200 euros. Sabe o JE que o Chega Madeira vai mover um processo contra a Assembleia Legislativa da Madeira pela divulgação de dados privados da sua assessora parlamentar, Maria do Carmo Gomes.
O JE teve acesso a um documento que indicava Maria do Carmo Gomes (ex-esposa do deputado do Chega na AR, Francisco Gomes), como assessora do grupo parlamentar na Assembleia Legislativa da Madeira atribuindo um salário mensal ilíquido de 3.200 euros. "Não é tacho", defendem o líder do Chega Madeira e o ex-marido da assessora, em declarações ao JE.
Para o Chega, os madeirenses "merecem dignidade" nos cuidados de Saúde e afirma que o executivo "tem falhado de forma reiterada", sendo obrigação do Governo "resolver esta crise sem mais demoras".
O Chega defendeu, ainda junto do Presidente da República, que as eleições se devem realizar o mais rápido possível, embora não tenha defendido uma data em concreto para a realização do ato eleitoral.
"Nada vai parar, nem pode parar, e qualquer tentativa do Governo Regional de suspender obras será devidamente avaliada pelos madeirenses. Esta chantagem política do ‘quero, mando e posso’ é inaceitável. Nunca mais", disse Miguel Castro.
Esta posição do Chega foi transmitida esta quinta-feira ao Representante da República para a Madeira, Ireneu Barreto, que está a receber os partidos com assento parlamentar, na sequência da queda do executivo na terça-feira.
O líder do Chega Madeira, apresentando os motivos que levaram à apresentação desta moção de censura, considerou que a Madeira tornou-se uma Região "de riqueza para alguns, de riqueza para os mesmos, e de sufoco para a maioria, de compadrio e arrogância" e que esta Madeira "não serve aos madeirenses".
O líder do Chega Madeira, Miguel Castro, referiu que o executivo de Miguel Albuquerque "tenta assustar" os madeirenses com a "falácia de uma paragem económica" e que continua a proteger interesses obscuros que não servem as necessidades reais" da Madeira.
"Qualquer diálogo com o Governo Regional visa defender os interesses dos madeirenses e está condicionado a princípios inegociáveis, entre os quais o combate à corrupção e a exigência de responsabilidade política", disse o Chega.
O Chega Madeira apresentou esta semana uma moção de censura ao Governo Regional da Madeira. "Se a referência que a moção [de censura] faz ao PS é obstáculo ao voto favorável do PS, então estamos mais que disponíveis para, em nome da Madeira, retirar essa referência. Fazemos isto porque, acima de tudo, queremos trazer à Madeira um novo futuro, sem Miguel Albuquerque", disse o líder da força partidária, Miguel Castro.
Para o presidente do Chega Madeira, Miguel Castro, todo o país, abrangendo também a Madeira, "está a ser vítima de uma política de imigração cega, que não olha aos interesses dos cidadãos.
"A coordenação das operações de combate aos incêndios mostrou-se ineficaz e insuficiente, levando à propagação rápida das chamas e à devastação de uma vasta área florestal, comprometendo a segurança das populações locais e do ambiente. É urgente uma mudança na liderança para que situações como esta não voltem a ocorrer", disse o líder do Chega, Miguel Castro.
Entre as medidas propostas pelo Chega, destacadas pelo líder regional, Miguel Castro, para o Orçamento teve a criação de um gabinete de transparência, de uma auditoria às contas da Região, e o combate à corrupção.
"Se este Orçamento contiver as medidas que o Chega acha fundamentais para os madeirenses e porto-santenses, irá votar favoravelmente", disse o líder da força partidária na Madeira, Miguel Castro.
O líder do Chega Madeira referiu que o partido manterá aquilo que disse na campanha eleitoral ou seja que não apoiará o PSD sem que haja auditoria às contas da Região, e recusou a presença de Albuquerque no governo. Existe a possibilidade de maioria absoluta no parlamento regional com PSD, Chega e CDS-PP.