O representante dos metalúrgicos e vice-presidente da CIP está apreensivo, embora acredite que a guerra dos EUA e de Israel contra o Irão possa “não durar muito”.
Num quadro em que o investimento é a chave para o crescimento, o PRR devia ter sido uma oportunidade para o relançamento dessa importante componente. Mas não foi – num contexto em que as tarifas fazem o resto para depreciação industrial. A reflexão foi deixada pelo economista Óscar Afonso no Congresso de Construção Metálica Mista, conferência que decorre no Porto esta semana e em que o JE é media partner.
Um estudo da Crédito y Caución aponta para um abrandamento da produção em todos os subsetores da indústria metalúrgica e siderúrgica mundial, nos próximos dois anos, com um crescimento previsto de 2,2% este ano e de apenas 0,7% em 2026.
As empresas portuguesas não são alheias ao setor da Defesa, que ficou repentinamente ‘na moda’, com certeza não pelas melhores razões. Mas a montante há muito a fazer.
Tendo por base um inquérito realizado junto dos seus associados, a Associação dos Industriais Metalúrgicos, Metalomecânicos e Afins de Portugal (AIMMAP) considera que os resultados obtidos são “um sinal de esperança para o ano de 2025, não só para o setor metalúrgico e metalomecânico, mas para a economia nacional que tanto depende deste setor.”
Embora tenha ocorrido uma queda no volume de negócios das empresas do setor, houve uma descida de dois pontos percentuais em relação ao ano passado daquelas que se encontram em risco de incumprimento.
A ‘holding’ que detém a Duchêne Industries adquiriu a empresa portuguesa de Ribeirão. Albuquerque & Almeida e Clearwater foram os assessores deste negócio no sector metalúrgico.
O grupo alemão adquiriu uma posição minoritária na Perfinox, que trabalha com máquinas ligadas ao sector alimentar. Advogados Gustavo Ordonhas Oliveira, Marco Silva Garrinhas e Joana Ferreira Gonçalves (na fotogragia) assessoraram o comprador.
Números partilhados pela Associação dos Industriais Metalúrgicos, Metalomecânicos e Afins de Portugal (AIMMAP) que, através de comunicado, diz tratar-se de “mais uma notável performance de um setor que já se habituou a lutar contra as adversidades, sejam elas conjunturais ou estruturais”.
De acordo com as palavras de Pedro Cilínio, responsável pela secretaria de Estado da Economia, o sector está entre os "mais dinâmicos e pujantes" do país. A garantia foi deixada na Simposium Metal Summit, realizada em Oliveira de Azeméis.
O contexto atual, em que o custo da energia compromete, decisivamente, a competitividade de inúmeras indústrias, desafia-nos a sair do quadro de respostas tradicionais.