O índice do dólar, que mede o desempenho da moeda norte-americana face a outras moedas, onde se inclui o euro, chegou ao seu nível mais elevado desde julho.
Às 18:00 (hora de Lisboa), o euro seguia a valer 1,1588 dólares, quando na terça-feira, pela mesma hora, negociava a 1,1586 dólares. Também subiu face à libra, mas depreciou-se em comparação ao iene.
Os momentos em que o euro atuou como moeda-refúgio foram, por exemplo, em 02 de abril de 2025, quando a Administração de Donald Trump introduziu tarifas que desencadearam uma forte volatilidade nos mercados financeiros globais e uma apreciação considerável do euro em relação a moedas-refúgio tradicionais como o franco suíço e o iene.
Nordea, ING, BNP Paribas e Goldman Sachs estão a prever a valorização do euro face ao dólar. Médio Oriente e finanças norte-americanas são algumas dos fatores a influenciarem as projeções destas instituições.
A política monetária e as tensões comerciais são alguns dos fatores que explicam a valorização do euro face ao dólar, iene, e libra e a desvalorização do euro face ao franco suíço.
Às 18:00 (hora de Lisboa), o euro seguia a 1,1536 dólares, quando na quinta-feira, pela mesma hora, negociava a 1,1457 dólares. O euro também avançou em comparação com a libra e com o iene.
Os investidores encontraram na Suíça o refúgio para guardar o seu dinheiro em tempos de incerteza, perante o agudizar do conflito no Médio Oriente, a guerra na Ucrânia, alertas de recessão na Europa, abrandamento da economia mundial, subida das taxas de juro pelo BCE e pela Reserva Federal, com o grande fluxo de capital a impulsionar a moeda nacional para novos valores recorde.
Walter Benjamin disse, no seu “Peace Commodity”, que para falar de guerra tem que primeiro se ter conhecido a paz. Em Economia, para se compreender a paz (estabilidade) tem que se ter passado pela guerra (com os preços).