A semana começa com a divulgação de novos dados do Banco Central Europeu (BCE) sobre os fundos de investimento da zona euro. Na terça-feira, destaque para a apresentação dos resultados semestrais da Greenvolt. No dia seguinte, a Fed dá a conhecer a decisão sobre a taxa de juros, com os bancos centrais do Reino Unido e do Japão a darem conhecer as suas decisões até ao final da semana.
O aperto das políticas monetárias não deverá ser para travar, a avaliar pelos sinais deixados pelo BCE e a Fed, na sexta-feira. Os mercados europeus reagiram com subidas tímidas, ao passo que o sentimento em Wall Street foi mais otimista.
Membros do painel da Fed “veem riscos ascendentes significativos na inflação, o que pode obrigar a mais apertos” das condições de financiamento, lê-se nas atas de julho.
O presidente da Fed diz receber com agrado as notícias quanto ao recuo da inflação em vários sectores e óticas, mas sublinha que o caminho está longe de percorrido. Novas subidas estão em cima da mesa para a reunião de setembro, embora o banco central não se comprometa com nenhuma decisão.
O Dow Jones avançou 0,53% para 34.279,20 pontos, o S&P 500 subiu 0,50% para 4.398,27 pontos, e o tecnológico Nasdaq valorizou 0,58% para 13.542,41 pontos.
Depois de largos meses como a boia de salvação da economia europeia, o sector dos serviços entrou em terreno de contração, levantando novamente as preocupações quanto a uma recessão este ano. Reino Unido fica em posição ainda mais frágil, enquanto EUA continuam em expansão, mas a mais lenta do último meio ano.
Os presidentes de ambos os bancos centrais transmitiram uma mensagem semelhante, de dependência dos dados e reforço do combate à inflação. Novas subidas são possíveis em ambas as economias, mas o mercado antecipa o fim do aperto monetário.
O foco estará na comunicação de Powell, que deverá ser novamente 'de falcão', sinalizando que a Fed tudo fará para trazer a inflação de volta aos 2% enquanto promove o pleno emprego. Analistas dividem-se quanto à necessidade de mais subidas após julho.
Depois de julho, as perspetivas em Washington são mais incertas, com cada vez mais apostas no fim das subidas de juros. Em Portugal, Jerónimo Martins e EDP Renováveis apresentam resultados.
São dois encontros cruciais para duas das maiores economias mundiais. Analistas consideram certas as subidas em julho, mas os mercados/empresas/famílias vão estar muito atentos às palavras de Powell e Lagarde para tentar antecipar o que se segue.
O economista sénior da Fed de St. Louis concorda com a decisão de manter as taxas inalteradas, em junho, para avaliar os efeitos da política monetária, mantendo em aberto a possibilidade de uma 'aterragem suave' face aos indicadores fortes que têm saído da maior economia do mundo.
Os membros mais agressivos da Reserva Federal argumentaram que nova subida de 25 pontos seria adequada em junho, dada a força do mercado laboral e os sinais pouco evidentes de que a tendência implícita da inflação era mesmo de queda. Ainda assim, decisão acabou por ser unânime, como havia dito Powell.
Das mensagens de Christine Lagarde a partir de Sintra aos desejos da Arábia Saudita e Rússia em subir o preço do petróleo. Estes e outros temas estarão em análise com a presença de André Almeida, head of Trading and Treasury do Banco Montepio.
Das mensagens de Christine Lagarde a partir de Sintra aos desejos da Arábia Saudita e Rússia em subir o preço do petróleo. Estes e outros temas estarão em análise com a presença de André Almeida, head of Trading and Treasury do Banco Montepio.
No último dia do Fórum BCE, a presidente do Banco Central Europeu e o presidente da Fed deixaram alertas sobre o futuro, reforçando que a subida das taxas de juro será inevitável, devido à necessidade de conter a inflação.
O julgamento de Bolsonaro, o bloqueio do governo em Itália ao investimento proveniente da China e a rebelião na Rússia estarão também em análise com os comentários de Mário Martins, administrador da ActivTrades Brasil.
O julgamento de Bolsonaro, o bloqueio do governo em Itália ao investimento proveniente da China e a rebelião na Rússia estarão também em análise com os comentários de Mário Martins, administrador da ActivTrades Brasil.