Sublinhe-se que a integração europeia tende a ser o bode expiatório das dificuldades económicas e sociais, sempre que não há interesse nem coragem para analisar e assumir as respetivas causas.
Os sucessivos responsáveis europeus deram prioridade ao alargamento aos países do centro e do Leste da Europa, sacrificando a dinâmica de aprofundamento, acentuando as assimetrias internas e provocando uma reorientação do sistema de relações e de hierarquia de interesses.
2025 vai trazer novas dinâmicas às relações europeias e internacionais a que a Europa, no seu conjunto, se quiser continuar a existir como projeto comum de desenvolvimento económico e de referência democrática para o Mundo, vai ter de dar resposta.
A União Europeia tem muito trabalho pela frente, que irá exigir mais compromissos e uma maior integração, muito além do propósito fiscal e económico do propósito fundador.
Mesmo com as crises da Covid e da Ucrânia, o sucesso da candidatura de adesão da Croácia ao euro é um sinal da unidade e crescente integração da UE. O Parlamento Europeu deu ontem luz verde à entrada da Croácia no euro.
Se é certo que a Europa vem munida de um ímpeto reformista à saída desta crise pandémica, recentes desenvolvimentos geopolíticos podem revelar-se como forças amplificadoras ou repressivas de uma maior integração.