"Devido à nova descida do nível das águas do Danúbio, uma das duas últimas unidades de produção da central nuclear de Paks será desativada à 01:30 da manhã" de domingo (23:30 TMG de sábado), escreveu Magyar na rede social X pouco antes da paragem programada.
A ‘limpeza’ que o novo primeiro-ministro, Péter Magyar, quer impor à máquina criada e fidelizada pelo Fidesz de Viktor Orbán não para. Tamás Sulyok está prestes a servir de exemplo para o ‘antigo regime’.
É primeiro desembolso do empréstimo de 90 mil milhões de euros assegurado por dívida conjunta dos 27. Ou dos 24, dado que três Estados-membros ficam de fora. Um segundo pagamento de seis mil milhões e destinado à produção de drones, deverá ser divulgado em breve.
O novo primeiro-ministro não quer pressas demasiadas no processo de adesão da Ucrânia. Entretanto, na Polónia, há uma conferência internacional sobre a reconstrução da Ucrânia – mas sem a presença de Zelensky. Tudo por causa de Stepan Bandera, um herói para alguns ucranianos, um bandido para os polacos.
Localizado em Buj, no nordeste, o projeto irá permitir uma maior integração de energia renovável e aumentar a flexibilidade da rede elétrica húngara. A Greenvolt é um dos principais promotores de projetos renováveis de grande escala.
O novo primeiro-ministro, Péter Magyar, luta contra a herança de Viktor Orbán, mas usa uma argumentação ‘legitimadora’ que parece radicar num dos problemas que o país enfrenta há anos: a separação de poderes. Veja a análise do embaixador Francisco Seixas da Costa.
A Hungria vive um momento de forte tensão política, depois de o novo primeiro-ministro ter lançado um ultimato ao presidente – que o recusou liminarmente. Péter Magyar quer mudar a Constituição e acabar com o edifício institucional que herdou de Viktor Orbán.
Na sessão inaugural do novo parlamento, o conservador pró-europeu Péter Magyar foi eleito primeiro-ministro, com 140 votos a favor, 54 contra e uma abstenção.
O mundo está cheio de mapas eleitorais que deturpam a vontade eleitoral. E essa democracia imperfeita que mantemos por toda a parte tem sido explorada pelos inimigos da democracia.
Não é por acaso que a primeira visita do novo líder dos húngaros, Péter Magyar’ será à Polónia. E também não é por acaso que o futuro primeiro-ministro terá dificuldade em fazer desaparecer a influência russa do país que vai dirigir. A União Europeia espera expectante. Veja a análise do embaixador Francisco Seixas da Costa.
Se a Hungria foi palco de uma experimentação iliberal e para a ascensão da autocracia pelo mundo, o possível sucesso de uma reconstrução pós-iliberal poderia ser um sinal importante de esperança, o que significa que devemos continuar a segui-la com atenção.
Cresce a tensão institucional na Hungria com a vitória de Magyar nas eleições legislativas da Hungria. Esta quarta-feira visitou o Presidente da República e sugeriu-lhe que se demitisse.
Os mercados aplaudem os resultados das eleições e descobrem na nova maioria capacidade para induzirem a apreciação da moeda e a diminuição do prémio de risco das obrigações da dívida pública.
O liberal Cotrim de Figueiredo e o social-democrata Paulo Cunha aplaudem com entusiasmo a vitória do opositor sobre o ‘velho’ Viktor Orbán. A recuperação do prestígio e principalmente do financiamento suspenso da União Europeia são o suporte da mudança. Mas “não vale a pena embandeirar em arco”. Quem é Péter Magyar?
Orbán caiu. E a União Europeia, se quiser mesmo aprender com Budapeste, deve perceber isto: os populismos não são derrotados apenas com sermões sobre valores, liberalismo ou união, mas quando deixam de conseguir esconder a corrupção, a mediocridade e o desgaste de um poder demasiado longo.
Apesar da bateria de apoios externos, ou talvez por causa disso, o líder húngaro nos últimos 16 anos não conseguiu conter a sede de mudança do húngaros, que votaram maioritariamente em Péter Magyar. Resta saber se a União Europeia tem muitos motivos para comemorar.
“Vai ser a eleição mais disputada e o resultado é imprevisível. Não sei o que vai acontecer, é imprevisível”, comentou Yonathan, 27 anos, depois de votar numa escola em Budapeste, na capital húngara.